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Jornalista da Veja é demitida após denúncia

Joice Hasselmann foi denunciada por 65 plágios em veículos de comunicação.

Joice Hasselmann não faz mais parte da equipe da Revista Veja, maior publicação impressa do país. A profissional da mídia era responsável pelo canal de vídeos da Veja e ficou conhecida por sua postura incisiva contra o governo federal e a presidente da república Dilma Rousseff. A informação sobre o desligamento da repórter foi confirmado na noite desta sexta-feira, 06, pelo site Brasil247. A Veja ainda não confirmou as informações do site. Joice costumava postar críticas diariamente no Facebook, mas desde o dia 30 não realiza nenhum tipo de postagem. Ela não anunciou férias, folga ou algum tipo de doença.

A demissão ocorre meses depois da jornalista receber uma séria acusação, a de plagiar 65 reportagens de outros veículos de comunicação. A lista é longa e contém sites como o G1, ‘Bem Paraná’ e o jornal Gazeta do Povo. A denúncia contra a profissional da mídia partiu do próprio Sindicato dos Jornalistas do Paraná. A entidade disse que analisou os textos e que comprovou a cópia de conteúdo em 65 deles.

Aos poucos, Joice que fazia publicações cinco vezes por semana na Veja, foi aparecendo cada vez menos no veículo de comunicação. Com isso, aos poucos suas funções foram sendo direcionadas para Augusto Nunes. Hasselmann também passou a ter um papel mais de redação e não tão opinativo. Isso seria para dar um descanso na imagem da profissional da mídia.

Joice está impedida para sempre de entrar no quadro do Sindicatos dos Jornalistas do Paraná depois que os textos assinados por ela foram comprovadamente analisados como plágios. Com isso, ela também deixa de poder usar alguns benefícios dos profissionais locais, como auxílio jurídico do sindicato. O processo contra a jornalista tem mais de 100 páginas e a maioria dos textos foi escrita no período de um mês.

De acordo com o Sindicato dos Jornalistas do Paraná, além de infringir ao código de ética da entidade, a profissional ainda cometeu crime de não respeito ao direito autoral e pode ter que pagar na justiça por isso. A jornalista nega as acusações.

Disponível em: <http://br.blastingnews.com/brasil/2015/11/jornalista-da-veja-e-demitida-apos-denuncia-00642129.html>. Acesso em: 10 nov. 2015.

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Noções Fundamentais sobre o Plágio Acadêmico

 

A Associação Portuguesa de Direito Intelectual(APDI), em estreita colaboração com a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, promove o lançamento dos Estudos de Direito Intelectual em Homenagem ao Prof. Doutor José de Oliveira Ascensão: 50 anos de vida universitária, a obra coletiva foi coordenada pelo Prof. Dr. Dário Moura Vicente, José Alberto Coelho Vieira, Alexandre Dias Pereira, Sofia Vasconcelos Casimiro e Ana Maria Pereira da Silva.

Sinopse da obra (ISBN 9789724061153): “Repartidos pelas duas grandes áreas em que classicamente se analisa o Direito Intelectual – o Direito de Autor e o Direito da Propriedade Industrial –, às quais se acrescentaram, dada a proximidade temática, o Direito da Sociedade da Informação e o Direito da Concorrência, os trabalhos que integram a presente obra versam uma grande variedade de assuntos, na sua maior parte de flagrante atualidade: do novo regime das entidades de gestão colectiva às questões postas pela cópia privada, do recém-criado tribunal unificado de patentes à tutela dos direitos de propriedade industrial em face dos denominados genéricos. O presente livro reflete assim, no domínio científico a que se reporta, o estado da arte.

O universo dos autores que se associaram à presente homenagem é igualmente diversificado e rico, nele se compreendendo tanto universitários de pura cepa como profissionais especializados nas complexas questões da propriedade intelectual.

A sua proveniência geográfica espelha o cosmopolitismo da atividade académica de Oliveira Ascensão e as ligações pessoais que forjou ao longo de décadas de convívio com colegas da Argentina, do Brasil, de Espanha, de Itália e de Portugal, entre outros países. Todos manifestaram prontamente a disponibilidade para colaborarem nesta obra coletiva, com que exprimem a amizade pelo Mestre a quem a mesma vai afetuosamente dedicada. Ad multus annos!”  Dário Moura Vicente, in Apresentação da obra

Para acessar a obra completa acesse o link:

http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=28122

Destacamos da obra coletiva o artigo sobre “Noções Fundamentais sobre  o Plágio Acadêmico” de Marcos Wachowicz.

SUMÁRIO: 1. INTRODUÇÃO. 2. NOÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A PROPRIEDADE INTELECTUAL E O PLÁGIO. 2.1. Os limites do Direito Autoral e a proteção da idéia. 2.2. A originalidade da obras científicas: absoluta ou relativa. 2.3. A abrangência da proteção do Direito Autoral na obra científica. 3. TIPOS DE PLÁGIOS CADÊMICOS. 3.1. Plágio total ou integral. 3.2. Plágio parcial. 3.3. Plágio conceitual. 3.4. Indireto. 3.5.Plágio às avessas. 3.6. Plágio invertido. 3.7. Plágio por encomenda. 3.8.  Plágio consentido. 3.9. Autoplágio 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS. Referências.

PARA ACESSAR O ARTIGO COMPLETO EM PDF –  link abaixo

http://gedai.com.br/sites/default/files/arquivos/artigo_plagio_academico_obra_prof_jose_oliveira_ascensao.pdf

Disponível em: <http://gedai.com.br/?q=node%2F771>. Acesso em: 1 set. 2015.

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Plágio: onde está e por que acontece?

Por: Elisabeth A. Dudziak e Sibele Fausto
Entrevistado: Prof. Dr. Marcelo Krokoscz

livroA perspectiva ética de respeito aos direitos autorais e à propriedade intelectual sempre norteou a produção intelectual da Universidade de São Paulo. O Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBiUSP) tem procurado realizar ações integradas de conscientização e prevenção de ocorrência de plágio no ambiente acadêmico. As bibliotecas da USP sempre trabalharam junto aos docentes, estudantes e funcionários na orientação para a redação de trabalhos acadêmicos (teses e dissertações) e artigos científicos, tendo como foco a normalização de citações e referências.

A preocupação com os direitos autorais e propriedade intelectual não é recente. Entretanto, nos últimos anos, com o advento da Internet e a ampliação do acesso aberto à informação, as questões referentes à integridade da pesquisa e à prevenção da ocorrência do plágio têm suscitado discussões mais profundas.

Apesar de todas as informações disponíveis e a atuação diligente dos profissionais da informação, docentes e autores, compreender o conceito de plágio não é tarefa fácil. Nesse sentido, o trabalho do Prof. Dr. Marcelo Krokoscz merece destaque especial. Prestes a lançar sua mais recente obra “Outras palavras sobre Autoria e Plágio”, o Prof. Marcelo concedeu entrevista especial ao SIBiUSP.

1) Em poucas palavras, qual é a origem do plágio e seu significado nos dias atuais?

O plágio é um fenômeno que caracteriza uma fraude autoral. Surgiu na antiguidade (séc II a. C.), mas a concepção adotada hoje é resultado das mudanças nos processos editoriais e legislações autorais surgidas no início do séc. XVIII.

2) Como se detecta um plágio em um trabalho científico?

É muito fácil detectar o plágio. Estudo realizado com professores indicou que oito em cada dez percebem que um trabalho escrito é plagiado apenas fazendo a leitura. Nem sempre o nível de erudição de um texto corresponde aos conhecimentos de quem responde pelo trabalho. Além disto, quando o trabalho é resultado de um processo de copiar e colar, fica flagrante algumas quebras de estilo e de coesão textual devido as diferenças nativas entre os textos originais. Contudo, na atualidade existem softwares dedicados exclusivamente a detecção do plágio.

3) Qual é o impacto do plágio na qualidade das pesquisas científicas? Como o plágio afeta a autoria de um trabalho científico?
Fiz um estudo recente com trabalhos científicos publicados numa base de indexação da área das ciências sociais. Submeti uma amostra dos trabalhos publicados à um detector de plágio. O resultado foi que 65% dos trabalhos publicados continham plágio. A literatura internacional sobre o plágio reitera que o plágio no âmbito acadêmico tem nuances diferentes do plágio editorial, por exemplo. Sendo assim, embora o problema da redundância (autoplágio) seja inconcebível do ponto de vista editorial, no meio acadêmico é reprovável por causa do mérito associado ao ineditismo científico. Então, o problema maior do plágio acadêmico se refere ao comprometimento da reputação de quem escreve ou publica.

4) Que ações institucionais têm sido comumente adotadas nas universidades consideradas de classe mundial em relação ao plágio? Como aferir a eficiência dessas ações?

O plágio é um problema de todos: alunos, professores, pesquisadores, editores e das instituições! De fato, cabe às escolas, universidades, periódicos, agências minimamente assumirem a sua parcela de responsabilidade em relação ao assunto. Definir o que é o plágio para o seu público, caracterizar quando e como pode ocorrer, estabelecer práticas de prevenção, oferecer treinamento de redação científica e apresentar regras e sanções relacionadas à prática do plágio e à integridade científica são ações constatáveis em muitas instituições internacionais.

A eficiência destas ações não garante plenamente que o plágio seja evitado, pois em parte ele ocorre por má fé de algumas pessoas que deliberadamente decidem cometer uma fraude autoral. Contudo, elas são importantes e necessárias para instrumentalizar aquelas pessoas que cometem plágio de forma acidental, isto é, não intencional, o que aliás, é o que ocorre com mais frequência.

5) Como você avalia as ações punitivas e as educativas dadas pelas instituições em relação ao plágio?

As ações preventivas são mais importantes do que as punitivas. Apesar do que, estas são necessárias para evitar que o problema seja banalizado. Se acontece o plágio e isto é ignorado, e quando nos deparamos com casos flagrantes não acontece nada, facilmente pode-se criar a cultura de que é “algo que todo mundo faz”. Entretanto, antes da punição é preciso que haja uma codificação (regras e sanções) de modo que a adoção de medidas punitivas não sejam decisões tomadas aleatoriamente cada vez que surge um novo caso.

6) Em sua opinião, qual é o papel das bibliotecas com relação à prevenção da ocorrência do plágio?

Eu penso que as bibliotecas têm um papel fundamental em relação à prevenção e ao combate do plágio acadêmico. Tenho visto iniciativas interessantes neste sentido nos eventos internacionais sobre o assunto. Há por exemplo, um vídeo na internet preparado por uma biblioteca de universidade da Noruega e pude conhecer um website desenvolvido por uma biblioteca de uma instituição australiana com diversas informações, exemplos e exercícios sobre o plágio. Enfim, acho que, da mesma forma que as bibliotecas preocupam-se em desenvolver manuais de normalização de trabalhos acadêmicos, poderiam ajudar as instituições criando manuais de prevenção do plágio.

7) Em 2012, você participou de uma pesquisa sobre percepção de plágio junto aos alunos de pós-graduação da USP, realizada em parceria com o Sistema Integrado de Bibliotecas da USP . Como você avalia a os resultados? (situação dos alunos da USP em relação a alunos de outras universidades).

O objetivo principal do trabalho que fizemos não foi verificar os índices e nem a frequência de ocorrência do plágio entre os estudantes. O que pudemos constatar foi que as percepções dos alunos da USP em relação ao plágio não são diferentes do que se verifica entre os alunos de outras instituições e países. Entretanto, a conclusão mais importante foi a análise que fizemos de que o fato de ter conhecimentos teóricos conceituais não é uma condição suficiente para garantir que o aluno entenda de forma adequada situações concretas que caracterizam o plágio. Ou seja, aponta uma nova fronteira sobre o assunto indicando que, embora informação e treinamento sejam importantes para evitar o plágio, isto são insuficientes para que o problema seja inteiramente superado.

8) Como avalia a situação do Brasil em relação à preocupação com o plágio?

Em minha opinião o plágio ainda não é assumido de forma satisfatória como um problema sério no país. Embora a CAPES tenha feito uma recomendação para que as instituições de ensino superior orientem os alunos sobre o assunto e algumas das principais agências de fomento à pesquisa tenham inserido o assunto em seus manuais de boas condutas científicas, considero que isto ainda é muito pouco. Por exemplo, é raro encontrar informações sobre orientações e políticas institucionais sobre o plágio nos websites das instituições de ensino brasileiras, nas diretrizes para autores dos periódicos científicos sequer consta a palavra plágio, nos livros de metodologia da pesquisa e manuais de elaboração de trabalhos acadêmicos o assunto é ignorado. A maioria das universidades internacionais utiliza softwares de detecção do plágio, mas aqui no Brasil ainda é bastante incomum uma instituição que faça este tipo de investimento.

9) Qual a contribuição de seu novo livro para a sociedade brasileira?

Este livro é resultado de minha tese de doutorado defendida na USP em 2014. Trata-se de um trabalho teórico, diferente do primeiro livro que tem uma conotação prática, com conteúdo aplicado. Contudo, a reflexão desenvolvida nesta obra contribui para o debate sobre a importância de repensar os conceitos de plágio e autoria considerando-se o contexto das novas tecnologias da informação e comunicação. Disse acima que estes conceitos são oriundos da modernidade, contudo o mundo mudou muito nos últimos tempos e penso que é preciso repensar as ideias de autoria, propriedade e reprodução, entre outros, considerando-se a sociedade da informação caracterizada pela troca, fluidez, compartilhamento e colaboração. Neste âmbito, as noções de “meu” e “teu” já não são como eram…

Participe do lançamento do Livro Outras palavras sobre Autoria e Plágio. 

Livro Plágio Marcelo1

Mais informações: http://www.atlasvirtual.com.br/EmailMkt/CAMPANHAS/informe-Outras-Palavras-Sobre-Autoria-e-Plagio/index.html

Prof. Dr. Marcelo Krokoscz é Doutor em Educação (FEUSP); Mestre em Educação (FEUSP); Licenciado em Filosofia (UNIFAI), Bacharel em Teologia (UNIFAI); Licenciado em Pedagogia (UNIBAN); Membro da rede acadêmica mundial para o enfrentamento do plágio (PlagiarismAdvice.org); Autor dos livros “Autoria e Plágio: um guia para estudantes, professores, pesquisadores e editores” (Atlas, 2012) e “Outras palavras sobre autoria e plágio” (Atlas, 2015); Editor do website http://www.plagio.net.br; Editor da revista Liceu Online. No meio acadêmico desenvolve pesquisas e apresenta conferências sobre autoria, interesse, originalidade e plágio no processo de produção, redação e publicação científica. No ensino superior é professor de Metodologia Científica e Coordenador do Programa de Iniciação Científica na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP); Na Educação Básica é diretor do Colégio FECAP. No meio editorial realizou trabalhos de consultoria técnica para a publicação de obras didáticas da Editora Moderna e da Editora Ática. Contato: marcelix@usp.br  Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1079486291839265

Disponível em: <http://www.sibi.usp.br/noticias/plagio/>. Acesso em: 15 ago. 2015.

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Estudante cai em golpe na internet ao pagar empresa para fazer monografia

11/07/2015 06h00 – Atualizado em 11/07/2015 06h00

Rafael Dias teve prejuízo de mais de R$ 600 com site de trabalhos prontos.
Especialista afirma que estudante tem direitos, mas que prática é irregular.

Uni Monografias é acusada por estudantes de aplicar golpes. (Foto: Reprodução)Uni Monografias é acusada por estudantes de aplicar golpes. (Foto: Reprodução)

Em busca de ajuda para concluir sua monografia, o estudante Rafael Dias, de 27 anos, diz ter sido vítima de um golpe. Ao optar por contratar uma empresa na internet para redigir o material, ele perdeu R$ 625 e um semestre da faculdade. A reclamação do estudante foi enviada através do VC no G1.

Um especialista em direito digital consultado peloG1 diz que a reparação pode ser difícil e que o estudante ainda correu risco de ser acusado de plágio e ter problemas na faculdade caso o trabalho terceirizado fosse entregue (leia mais abaixo).

O G1 tentou contato com a Uni Monografias, empresa contratada pelo estudante, mas não obeteve retorno. A empresa não disponibiliza telefones para contatos em seu site, apenas endereço de e-mail.

Ele cursa engenharia de telecomunicações e em seu último semestre da faculdade encontrou dificuldades para realizar o trabalho final para concluir seu curso. “Eu tinha bastante material já separado, mas não conseguia elaborar uma linha coerente”, contou o estudante ao G1.

Por isso, Rafael contratou pela internet o serviço da Uni Monografias, uma empresa que iria redigir seu trabalho, conforme as pesquisas enviadas por ele. O custo total pela monografia seria de R$ 2.500,00 e Rafael teve que dar um quarto do valor adiantado (R$ 625,00).

Até esse ponto, eu mandava e-mail e eles me respondiam na mesma hora. Dois dias depois do depósito, falaram que iam dar início à monografia”
Rafael Dias,
estudante de engenharia de telecomunicações

“Até esse ponto, eu mandava e-mail e eles me respondiam na mesma hora. Dois dias depois do depósito, falaram que iam dar início à monografia”, lembra Rafael.

A empresa informou que a cada 30 dias iria mandar para Rafael prévias do trabalho, para que ele aprovasse e desse direcionamentos para a pesquisa. Todos os contatos entre o estudante e a Uni Monografias foram feitos por e-mail.

Com a aproximação do primeiro prazo, Rafael procurou a empresa, que já não respondia mais aos seus e-mails. Ele simulou novos pedidos de orçamento e, quando a empresa prontamente retornou, Rafael ficou desconfiado. “Uma amiga me falou do Reclame Aqui e vi que muita gente estava reclamando deles, que não entregavam no prazo ou com plágio”, afirma o estudante.

A monografia finalizada deveria ter sido entregue no dia 30 de junho, mas sem retorno da empresa e com pouco tempo para realizar um novo trabalho, Rafael terá que fazer mais um semestre para concluir sua faculdade.

Direitos
Para Leandro Bissoli, advogado especialista em direito digital, Rafael foi descuidado. “A primeira estratégia para contratar um serviço é tomar as devidas precauções no que diz respeito a própria empresa”, afirma Bissoli. “Provavelmente essa empresa nem existe. Deve ser uma pessoa física que realiza esse serviço”.

O advogado explica que, mesmo tentando burlar um sistema, Rafael tem direitos. “[Ele pode entrar] com uma medida judicial, pedindo o ressarcimento do valor pago e danos morais”.

Se pensarmos em uma linha educacional ou de uma diretriz ética, eu acredito que o magistrado não daria uma decisão favorável para o estudante ganhar uma indenização por isso. Talvez o magistrado daria uma bela advertência”
Leandro Bissoli,
advogado especialista em direito digital

Mas Bissoli admite que o ganho da causa de danos morais seria controverso. “É difícil conseguir uma reparação por esse prejuízo (…). Se pensarmos em uma linha educacional ou de uma diretriz ética, eu acredito que o magistrado não daria uma decisão favorável para o estudante ganhar uma indenização por isso. Talvez o magistrado daria uma bela advertência”, afirma o advogado.

O especialista também aconselha que, antes de contratar qualquer serviço online, se verifique a legitimidade do site, procurarando por informações e reclamações sobre a empresa em site especializados. “A rede já fomenta essa pesquisa para ajudar inclusive o consumidor”, explica.

Se Rafael tivesse entregado para a faculdade a monografia comprada, poderia ter enfrentado outro problema: o plágio. “Num caso desses, o estudante iria responder também, porque é ele quem está fazendo o uso de um trabalho copiado, ele que assumiria essa responsabilidade”, diz Bissoli.

Além do prejuízo financeiro, Rafael levará mais tempo para conseguir seu diploma. Mas ele aprendeu a lição? “Cheguei a fazer uma nova cotação de empresa [de monografias], mas comecei a fazer o TCC com meu pai”, esclarece o estudante.

Disponível em: <http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/07/estudante-cai-em-golpe-na-internet-ao-pagar-empresa-para-fazer-monografia.html>. Acesso em: 12 jul. 2015.

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Site de torrents reúne conteúdos acadêmicos

Um site de distribuição de torrents reúne uma série de conteúdos acadêmicos para pesquisa ou estudo. Chamado academictorrents.com, a página conta não só com estudos, mas também com materiais de ensino de plataformas como o Coursera. Há conteúdos como a história da internet, introdução aos algoritmos, estudos sobre a contribuição da NASA para a aeronáutica, entre outros. A missão dos fundadores Joseph Paul Cohen e Henry Z Lo, ambos da universidade de Boston, é nobre: facilitar o armazenamento de dados usados em pesquisas, incluindo também publicações acadêmicas.

O usar os torrents para esse fim também é, de certa forma, uma iniciativa democrática, uma vez que qualquer pessoa com um computador e uma conexão com a internet pode baixar os conteúdos. Fora isso, quem faz o download torna-se uma fonte também, assim como acontece com qualquer torrent. Porém, não se trata apenas de um arquivo voltado ao entretenimento, mas sim ao conhecimento.

É preciso ter um cliente de torrent instalado para baixar os conteúdos, como o BitTorrent, o uTorrent ou o Transmission.O vídeo a seguir explica como baixar um conteúdo do site.

https://www.youtube.com/watch?v=mgONKmc52iI

Se quiser saber um pouco mais sobre o academictorrents, os fundadores explicam tudo sobre o site neste vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=ZYXALE7pdWE

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Projeto estabelece divulgação obrigatória de trabalho de conclusão de curso

Marilia Coêlho

Para evitar plágio e coibir a venda de monografias, projeto de lei altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para determinar o caráter público de trabalhos acadêmicos de conclusão de curso superior. O PLS 199/2012, do senador Blairo Maggi (PR-MT), está pronto para ser votado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em decisão terminativa.

A divulgação obrigatória, conforme a proposta, deverá ocorrer “após a devida avaliação e eventuais aperfeiçoamentos de seu autor, nos prazos estipulados nos regimentos das instituições de ensino”.

De acordo com o autor, tem havido displicência na divulgação dos trabalhos acadêmicos de conclusão de curso, o que alimenta “práticas abusivas e desonestas de compra de monografias e plágio”.

Ele observa que a ampliação do acesso à internet facilitou tais práticas, colocando em dúvida a lisura dos processos de avaliação final dos estudantes de graduação e ofendendo professores e alunos “que se esforçaram para desenvolver seus trabalhos de forma honrada”.

O relator, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), acredita que a medida resultará em maior comprometimento dos alunos na elaboração das monografias e em maior envolvimento dos orientadores, “uma vez que seus nomes serão vinculados aos trabalhos finais publicados”.

Cícero, no entanto, fez emendas ao projeto para alterar ainda a Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/1998). Ele propõe explicitar que o direito de manter a obra inédita não abriga os trabalhos que constituem requisito para a obtenção de graus acadêmicos. Também acrescenta dispositivo à lei afirmando que a publicação desse tipo de trabalho pelas instituições de ensino superior não ofende o direito autoral.

Outra emenda do relator inclui na LDB a ressalva de que a publicação dos trabalhos acadêmicos não é obrigatória nos casos de sigilo amparado em lei.

“Cuida-se aqui de projetos de pesquisa que envolvam informações de interesse industrial ou comercial, ou ainda temas sensíveis à segurança do Estado e da sociedade”, afirmou Cícero Lucena.

Se for aprovado pela CE, o projeto seguirá direto para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para votação no Plenário do Senado.

Disponível em: <http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/07/10/projeto-estabelece-divulgacao-obrigatoria-de-trabalho-de-conclusao-de-curso>. Acesso em: 14 jul. 2014.

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Site descobre plágio em trabalhos acadêmicos

No ambiente acadêmico, é comum que os professores encontrem nos trabalhos de seus alunos trechos copiados na íntegra e sem referência aos autores. Para descobrir plágios, alguns educadores costumam copiar parágrafos suspeitos e colar na internet para conferir a origem deles.

Para facilitar esse trabalho, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), com apoio da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC), criou o sistema online gratuito Copia e Cola, que detecta plágio nas atividades escolares.

Depois de fazer o cadastro, o usuário manda seus trabalhos para o Copia e Cola, que procura textos na internet idênticos aos enviados. Após a busca, o site encaminha para a pessoa cadastrada um e-mail com todos os links em que o texto é igual a algum que já tenha sido publicado.

Para utilizar os serviços do Copia e Cola, basta cadastrar o nome e e-mail. De fácil navegação, o portal já tem mais de seis mil arquivos enviados e analisados. Gostou da ideia? Então, compartilhe com seus amigos e colegas de profissão!

Disponível em: <http://www.crb6.org.br/noticias_crb.php?codigo=917>. Acesso em: 28 maio 2014.

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