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Bibliotecária da UFRJ desenvolve módulo para higienização de obras

moduloparalimpezadedocumentos

 

Quando se fala em inovação e em propriedade industrial em nossa Universidade, a primeira coisa que tipicamente vem à mente são os inventos dos nossos docentes. Mas não só eles produzem inovações tecnológicas passíveis de proteção intelectual. Nossos técnicos administrativos também.

Um exemplo recente é o caso de Solange Viegas, prestes a completar uma década atuando como bibliotecária da UFRJ. Mestre em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde pela Fiocruz, a servidora lotada na Biblioteca José de Alencar da Faculdade de Letras entrou em contato com a Agência UFRJ de Inovação relatando ter desenvolvido um novo módulo de higienização multifuncional para obras, o que acabou gerando um novo pedido de registro de desenho industrial em nome da Universidade junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

De acordo com a Lei 9279, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial, “considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial”. Foi justamente este o caso do módulo multifuncional desenvolvido por Solange.

Pensando nos entraves que normalmente envolvem os procedimentos de higienização de obras, a bibliotecária que também coordena a Oficina de Conservação e Restauro desenvolveu um compartimento que tem por objetivo auxiliar as instituições na preservação de seu patrimônio documental. Sua função é possibilitar a limpeza de obras isolando as partículas de poeira e garantindo mais proteção aos agentes de limpeza, já que muitos microorganismos podem ser absorvidos pela pele ou pelas vias respiratórias, ocasionando doenças. “Muitas instituições e bibliotecas da própria UFRJ realizam este procedimento em cima de uma mesa forrada com cartolina, sendo altamente prejudicial à saúde do funcionário, além da poeira retornar ao ambiente”, comenta.

Segundo ela, a sujidade é o agente de deterioração que mais afeta os documentos, podendo causar manchas quando associada à alta temperatura e alta umidade relativa, prejudicando-os do ponto de vista estético. As manchas ocorrem quando as partículas de poeira se umedecem e penetram no papel. A sujeira e outras substâncias dissolvidas se depositam nas margens das áreas molhadas, provocando a formação de manchas, cuja remoção requer a intervenção de um restaurador. Daí a importância do processo de higienização. Conforme explica Solange, “a higienização é um procedimento de conservação preventiva, considerado de rotina,  que deve ser realizado nas obras já incorporadas a um acervo ou que ainda o serão. Geralmente é realizado semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos”.

Tendo isso em mente, o módulo de Solange foi desenvolvido com um compartimento para receber a sujidade, uma gaveta para guardar o material de higienização e um filtro que pode ser descartado ao final do trabalho. Também possui iluminação própria e dimensões que permitem sua portabilidade e compartilhamento. Além disso, ele é cerca de 80% mais barato que o equipamento similar atualmente disponível no mercado. A bibliotecária espera que o valor reduzido possa atender a um maior número de bibliotecas e instituições, auxiliando na importante tarefa que é a preservação de seus acervos.

“Muitos acervos da UFRJ são importantes devido ao seu valor histórico e cultural. A higienização, procedimento de conservação preventiva, deve ser realizada semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos. Toda instituição detentora de acervos tem obrigação de preservá-los, além de oferecer aos seus usuários materiais em condições de higiene para serem utilizados”, finaliza.

Disponível em: <http://www.inovacao.ufrj.br/index.php/noticias-2019/723-bibliotecaria-da-ufrj-desenvolve-modulo-para-higienizacao-de-obras>. Acesso em: 23 jan. 2019.

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G1 mostra como são conservados e restaurados livros 'eternos'

Biblioteca Nacional, no Rio, tem livros guardados em cofre.
‘Livro das horas’ e outras preciosidades possuem mais de 500 anos.

[acesse aqui o vídeo disponível na notícia]

A 17ª Bienal do Livro do Rio, que será aberta na próxima quinta-feira (3) no Riocentro, na Zona Oeste, contará com o lançamento de mais de mil livros. A cerca de 37km dali, alheios  às novidades do mercado, alguns exemplares, por conta de sua raridade, são guardados em cofres com temperatura de umidades controladas e tratados como joias.

O G1 foi até a Biblioteca Nacional, no Centro do Rio, mostrar como funciona o trabalho de restauração e manutenção dessas obras especiais.

Os exemplares que precisam de reparos são levados para o Laboratório de Restauração, onde os técnicos utilizam materiais e máquinas importados para fazer com que obras degradadas pela ação de agentes como a maresia, poluição, insetos, umidade, temperatura e a mão do homem ganhem vida novamente.

Um dos livros que passa pelo processo de restauração é “Máximas Espirituaes”, de Affonso dos Prazeres, de 1740, que passa pelos cuidados dos especialistas da Biblioteca Nacional. Dentro deste processo, o livro é desmontado para ser recuperado. “É feita uma polpa de papel e a gente coloca em uma máquina e reconstitui toda a parte faltante onde o inseto comeu,” afirma Fernando Amaro, chefe da equipe responsável pela restauração.

Prevenção
Para que não precisem ser restaurados, livros, documentos e mapas passam por um trabalho preventivo. Para definir o que é raro, a Biblioteca Nacional não leva em questão somente a antiguidade, mas também se é única, inédita, se faz parte de alguma edição especial e possua algo que a diferencie de outras, como um autógrafo, por exemplo. Cada obra considerada rara é limpa individualmente, página a página, com um pincel em uma mesa, que se parece com uma escrivaninha, que “suga” a poeira.

No laboratório, é possível monitorar as condições de armazenamento em cada um dos setores da Biblioteca Nacional. Cada ambiente possui um sensor e um programa gerencia a qualidade do ambiente e indica quais são as condições de temperatura e umidade na qual os livros estão armazenados.

As obras, sejam elas raras ou não, são embaladas de maneira sob medida para que estejam preservadas dos agentes externos que possam danificá-los.”O objetivo é proteger os cortes do livro. Protegê-los da poeira para evitar que ela se deposite, que é um fator que faz com que o livro se degrade muito mais rápido”, conta Gilvânia Lima, chefe do Centro de Conservação e Encadernação. As obras mais raras possuem uma caixa em outro modelo, também sob medida, que as isolam totalmente do contato com o ambiente externo.

Dois dos livros de horas que fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Cada um deles foi feito à mão por volta de 1460, na região de Flandres. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)
Dois dos livros de horas que fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Cada um deles foi feito à mão por volta de 1460, na região de Flandres. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)

Mais de 555 anos
Um destes livros eternos é um exemplar que faz parte da coleção dos chamados “livros de horas” medievais, que possuíam orações que deveriam ser feitas em cada uma das horas canônicas, ou seja, determinados horários do dia e da noite. São oito exemplares que ficam guardados dentro de um cofre climatizado. Por medida de segurança, não é possível fazer imagens do lugar, que não está aberto ao público. Estes livros são tão raros e valiosos que não possuem valor de mercado. Os ambientes onde permanecem são monitorados e possuem segurança redobrada.

Contar a história da origem de cada uma destas obras praticamente daria um outro livro. O exemplar que ilustra esta matéria foi feito à mão, por volta de 1460, possivelmente em um ateliê na região de Bruges, na antiga Flandres, atualmente território da Bélgica. Ou seja, o livro é mais antigo do que a própria chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500. Como a leitura era quase que exclusividade dos nobres e um livro como este era caro, provavelmente foi confeccionado para um membro da realeza.

O livro passou por destinos desconhecidos até chegar às mãos de uma figura conhecida dos livros de história: o Marquês de Pombal. No século XVIII, ele mandou encadernar o livro com uma capa com os seus brasões, conservada até hoje. Depois, o livro foi dado à Família Real Portuguesa. Com ela, a obra chegou ao Brasil, em 1808. Dois anos depois, passou a fazer parte do primeiro núcleo de livros, mapas e outros documentos do acervo da Biblioteca Nacional.

As páginas foram feitas de pergaminho, pele de animal usada na escrita desde a Antiguidade até a difusão do papel, com a imprensa. Como o material é mais resistente, isso teria ajudado a obra a chegar aos dias de hoje. Uma tinta feita à base de ouro decora as páginas, fazendo com que elas brilhem quando são expostas à luz.

Apesar do público não ter acesso aos originais, existem cópias que estão disponíveis para o público. “Quem precisa consultar pode ter acesso a fac-símiles, que foram produzidos com cuidado com este objetivo”, afirma Vera Faillace, chefe da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional.

Além dos livros de horas, a Biblioteca Nacional conta com outros exemplares raros que contam com os mesmos cuidados. Entre eles estão a única cópia no país da Bíblia de Mogúncia, ou Bíblia de Gutenberg, de 1462; a primeira edição dos Lusíadas, de Camões, de 1572; e a primeira edição da Arte da gramática da língua portuguesa, escrita pelo Padre Anchieta.

Livro é recuperado por restaurador, após ser retirado de máquina onde ele recebe uma polpa feita de celulose para recuperar espaços danificados por traças. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)
Livro é recuperado por restaurador.
(Foto: Cristina Boeckel/ G1)

Modernização
A preservação do passado caminha ao lado do futuro. A Biblioteca nacional é a terceira maior do mundo nas redes sociais. Atualmente a página da instituição no Facebook conta com mais de 181 mil curtidas. No Twitter, o local conta com mais de 94 mil seguidores. Nas duas redes sociais só perde para a Biblioteca do Congresso dos EUA e para a Biblioteca de Nova York.

Toda a aparelhagem para que os nove milhões de livros, gravuras e documentos da Biblioteca Nacional sejam preservados fazem parte de um esforço para que a história permaneça viva, como afirma Fernando Amaro, chefe do Laboratório de Restauração.

“A necessidade de restaurar um documento de 200, 300 e 400 anos é dar vida novamente àquilo. E quando ele se perde, ali se perde a história. Então você consegue fazer com que um historiador diga o que nós fazíamos, o que comíamos, como era aquela época. Mais importante do que a restauração é a preservação”, resume o restaurador.

Disponível em: <http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/09/g1-mostra-como-sao-conservados-e-restaurados-livros-eternos.html>. Acesso em: 1 set. 2015.

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G1 mostra como são conservados e restaurados livros ‘eternos’

Biblioteca Nacional, no Rio, tem livros guardados em cofre.
‘Livro das horas’ e outras preciosidades possuem mais de 500 anos.

[acesse aqui o vídeo disponível na notícia]

A 17ª Bienal do Livro do Rio, que será aberta na próxima quinta-feira (3) no Riocentro, na Zona Oeste, contará com o lançamento de mais de mil livros. A cerca de 37km dali, alheios  às novidades do mercado, alguns exemplares, por conta de sua raridade, são guardados em cofres com temperatura de umidades controladas e tratados como joias.

O G1 foi até a Biblioteca Nacional, no Centro do Rio, mostrar como funciona o trabalho de restauração e manutenção dessas obras especiais.

Os exemplares que precisam de reparos são levados para o Laboratório de Restauração, onde os técnicos utilizam materiais e máquinas importados para fazer com que obras degradadas pela ação de agentes como a maresia, poluição, insetos, umidade, temperatura e a mão do homem ganhem vida novamente.

Um dos livros que passa pelo processo de restauração é “Máximas Espirituaes”, de Affonso dos Prazeres, de 1740, que passa pelos cuidados dos especialistas da Biblioteca Nacional. Dentro deste processo, o livro é desmontado para ser recuperado. “É feita uma polpa de papel e a gente coloca em uma máquina e reconstitui toda a parte faltante onde o inseto comeu,” afirma Fernando Amaro, chefe da equipe responsável pela restauração.

Prevenção
Para que não precisem ser restaurados, livros, documentos e mapas passam por um trabalho preventivo. Para definir o que é raro, a Biblioteca Nacional não leva em questão somente a antiguidade, mas também se é única, inédita, se faz parte de alguma edição especial e possua algo que a diferencie de outras, como um autógrafo, por exemplo. Cada obra considerada rara é limpa individualmente, página a página, com um pincel em uma mesa, que se parece com uma escrivaninha, que “suga” a poeira.

No laboratório, é possível monitorar as condições de armazenamento em cada um dos setores da Biblioteca Nacional. Cada ambiente possui um sensor e um programa gerencia a qualidade do ambiente e indica quais são as condições de temperatura e umidade na qual os livros estão armazenados.

As obras, sejam elas raras ou não, são embaladas de maneira sob medida para que estejam preservadas dos agentes externos que possam danificá-los.”O objetivo é proteger os cortes do livro. Protegê-los da poeira para evitar que ela se deposite, que é um fator que faz com que o livro se degrade muito mais rápido”, conta Gilvânia Lima, chefe do Centro de Conservação e Encadernação. As obras mais raras possuem uma caixa em outro modelo, também sob medida, que as isolam totalmente do contato com o ambiente externo.

Dois dos livros de horas que fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Cada um deles foi feito à mão por volta de 1460, na região de Flandres. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)
Dois dos livros de horas que fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Cada um deles foi feito à mão por volta de 1460, na região de Flandres. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)

Mais de 555 anos
Um destes livros eternos é um exemplar que faz parte da coleção dos chamados “livros de horas” medievais, que possuíam orações que deveriam ser feitas em cada uma das horas canônicas, ou seja, determinados horários do dia e da noite. São oito exemplares que ficam guardados dentro de um cofre climatizado. Por medida de segurança, não é possível fazer imagens do lugar, que não está aberto ao público. Estes livros são tão raros e valiosos que não possuem valor de mercado. Os ambientes onde permanecem são monitorados e possuem segurança redobrada.

Contar a história da origem de cada uma destas obras praticamente daria um outro livro. O exemplar que ilustra esta matéria foi feito à mão, por volta de 1460, possivelmente em um ateliê na região de Bruges, na antiga Flandres, atualmente território da Bélgica. Ou seja, o livro é mais antigo do que a própria chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500. Como a leitura era quase que exclusividade dos nobres e um livro como este era caro, provavelmente foi confeccionado para um membro da realeza.

O livro passou por destinos desconhecidos até chegar às mãos de uma figura conhecida dos livros de história: o Marquês de Pombal. No século XVIII, ele mandou encadernar o livro com uma capa com os seus brasões, conservada até hoje. Depois, o livro foi dado à Família Real Portuguesa. Com ela, a obra chegou ao Brasil, em 1808. Dois anos depois, passou a fazer parte do primeiro núcleo de livros, mapas e outros documentos do acervo da Biblioteca Nacional.

As páginas foram feitas de pergaminho, pele de animal usada na escrita desde a Antiguidade até a difusão do papel, com a imprensa. Como o material é mais resistente, isso teria ajudado a obra a chegar aos dias de hoje. Uma tinta feita à base de ouro decora as páginas, fazendo com que elas brilhem quando são expostas à luz.

Apesar do público não ter acesso aos originais, existem cópias que estão disponíveis para o público. “Quem precisa consultar pode ter acesso a fac-símiles, que foram produzidos com cuidado com este objetivo”, afirma Vera Faillace, chefe da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional.

Além dos livros de horas, a Biblioteca Nacional conta com outros exemplares raros que contam com os mesmos cuidados. Entre eles estão a única cópia no país da Bíblia de Mogúncia, ou Bíblia de Gutenberg, de 1462; a primeira edição dos Lusíadas, de Camões, de 1572; e a primeira edição da Arte da gramática da língua portuguesa, escrita pelo Padre Anchieta.

Livro é recuperado por restaurador, após ser retirado de máquina onde ele recebe uma polpa feita de celulose para recuperar espaços danificados por traças. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)
Livro é recuperado por restaurador.
(Foto: Cristina Boeckel/ G1)

Modernização
A preservação do passado caminha ao lado do futuro. A Biblioteca nacional é a terceira maior do mundo nas redes sociais. Atualmente a página da instituição no Facebook conta com mais de 181 mil curtidas. No Twitter, o local conta com mais de 94 mil seguidores. Nas duas redes sociais só perde para a Biblioteca do Congresso dos EUA e para a Biblioteca de Nova York.

Toda a aparelhagem para que os nove milhões de livros, gravuras e documentos da Biblioteca Nacional sejam preservados fazem parte de um esforço para que a história permaneça viva, como afirma Fernando Amaro, chefe do Laboratório de Restauração.

“A necessidade de restaurar um documento de 200, 300 e 400 anos é dar vida novamente àquilo. E quando ele se perde, ali se perde a história. Então você consegue fazer com que um historiador diga o que nós fazíamos, o que comíamos, como era aquela época. Mais importante do que a restauração é a preservação”, resume o restaurador.

Disponível em: <http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/09/g1-mostra-como-sao-conservados-e-restaurados-livros-eternos.html>. Acesso em: 1 set. 2015.

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Arquivo Público abre inscrições para Oficina de Preservação

Oficina de Preservação de Acervos Bibliográficos

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7 agosto 2013 · 11:06 am

Anais da 4ª Jornada Archivando – La preservación en los archivos

Ramón Alberch i Fugueras

Escuela Superior de Archivística y Gestión de Documentos (ESAGED) de la Universidad Autónoma de Barcelona

Los requisitos ineludibles para la preservación de documentos electrónicos: un decálogo. DESCARGAR

Miquel Térmens Graells

Departamento de Biblioteconomía y Documentación. Universidad de Barcelona.

La preservación de los documentos electrónicos: retos y oportunidades DESCARGAR

Araceli Corbo García / Raquel Álvarez Rodríguez

Biblioteca – Centro de Documentación del MUSAC, Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León.

ADACyL, Archivo Documental de Artistas de Castilla y León: una diferente estructura para un archivo on-line con software libre [http:www.musac.es/adacyl].

DESCARGAR PONENCIA | PRESENTACIÓN

Alfonso del Amo García

Jefe de la sección de investigación de la Filmoteca Española

La preservación del patrimonio audiovisual de épocas sin sistemas de producción estandarizados. Los inicios del cine y la transición digital.

DESCARGAR

Eva Merino Flecha

Archivo Histórico Provincial de León

¿Preservación vs conservación? La teoría y la práctica.

DESCARGAR

Mª del Carmen Hidalgo Brinquis

Instituto del Patrimonio Cultural de España

Líneas de actuación en conservación preventiva en archivos y bibliotecas.

DESCARGAR PONENCIA | PRESENTACIÓN

Disponível em: <http://archivofsierrapambley.wordpress.com/actas-2011/>. Acesso em: 8 dez. 2011.

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Palestra – Conservação, preservação e pesquisa

Divulgando evento recebido por e-mail. Desde já, parabéns ao PET – BCI UFSCar!

**********

Prezados(as) colegas!

O Programa de Educação Tutorial em Biblioteconomia e Ciência da Informação da UFSCar (PET – BCI UFSCar) tem a honra de convidá-los a participar de nosso Seminário de Caráter Técnico Cientifico sobre “Conservação, preservação e pesquisa: a difícil tarefa cotidiana dos bibliotecários” a ser realizado no dia 12 de setembro de 2011, às 19:30h, no Auditório do CECH, no AT2. A palestra será ministrada pela nossa convidada Rosaelena Scarpeline, Bibliotecária do Centro de Memória da UNICAMP, que vem nos mostrar um pouco mais sobre essa temática de trabalho tão pouco aborda em nosso curso.
Contamos com sua presença!
 
Atenciosamente,
 
Profa. Vera Boccato e Equipe
Tutora do PET – BCI UFSCar
 
Professoras colaboradoras:
Luciana de Souza Gracioso
Luzia Sigoli Fernandes Costa

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FAPESP e Condephaat assinaram um convênio para a promoção da pesquisa científica

Especiais

Critérios para o patrimônio

23/12/2010

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – A FAPESP e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo (SEC), assinaram na terça-feira (21/12) um convênio para a promoção da pesquisa científica e tecnológica com a finalidade de gerar conhecimento metodológico e subsidiar ações de preservação do patrimônio cultural do Estado.

O acordo foi assinado na sede da SEC, em São Paulo, pelo secretário da Cultura, Andrea Matarazzo, e pelo presidente da FAPESP, Celso Lafer. O convênio prevê o aporte de R$ 3 milhões, compartilhados igualmente entre a FAPESP e o Condephaat. Os valores serão desembolsados em três parcelas anuais de R$ 1 milhão. Cada projeto selecionado em chamadas poderá receber até R$ 300 mil.

A FAPESP ficará encarregada de elaborar as chamadas de propostas de pesquisa que convocarão pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo para a apresentação de projetos nas linhas de pesquisa de interesse da Fundação e do Condephaat.

De acordo com Lafer, o convênio estimulará a realização de estudos que contribuirão para o estabelecimento de políticas públicas de conservação do patrimônio cultural paulista.

“O convênio trará insumos adicionais para o estabelecimento de políticas públicas. Ampliar o conhecimento sobre diversas áreas e fundamentar políticas públicas com esse conhecimento tem sido uma linha de ação prioritária para a FAPESP. A Fundação contribuirá com a aplicação de seus critérios rigorosos na seleção dos projetos de pesquisa, que fornecerão um adicional de legitimidade às decisões do Condephaat”, disse.

Para Matarazzo, o avanço do conhecimento em diversas áreas ligadas à preservação do patrimônio cultural proporcionará ao Condephaat a adoção de critérios e metodologias mais eficazes, agilizando as decisões do órgão.

“Trazer conhecimento para o estabelecimento dos critérios utilizados para identificar o patrimônio a ser preservado é uma maneira de tornar a ação do Condephaat mais profissional. Hoje, por falta desses critérios objetivos, as decisões ainda ficam paradas por longos anos, criando dificuldades para o setor da construção. Incentivar estudos nessa área é uma iniciativa que tornará o Condephaat mais ágil”, afirmou.

A presidente do Condephaat, Rovena Negreiros, explicou que não é possível estabelecer uma verdadeira política pública de preservação do patrimônio cultural sem conhecimento científico e metodológico sistematizado do universo patrimonial.

“Sem critérios e metodologias adequados, não se consegue fazer políticas públicas satisfatórias. As políticas públicas elaboradas sem essa fundamentação se tornam muito frágeis e vulneráveis a todo tipo de interesse. Queremos deixar para trás o viés de casuísmo presente nos processos de tombamento. Por isso, é importante definir critérios objetivos e metodologias científicas para orientar políticas públicas de inventário e preservação do patrimônio”, disse Rovena à Agência FAPESP.

Segundo ela, o convênio responde à necessidades do Condephaat de aprimorar seus critérios de atuação. O órgão procura, desde sua fundação em 1968, estabelecer metodologias para seleção de patrimônios representativos do estado.

“No entanto, essas iniciativas foram atropeladas por uma demanda cada vez maior de atendimento público, com solicitações de todo tipo”, disse Rovena. Essa demanda, apontou, foi atendida com muita qualidade, mas absorveu as ações do Condephaat, impedindo que o órgão atualizasse seus procedimentos.

No decorrer dos anos, segundo ela, o Condephaat produziu muito conhecimento com base em sua experiência, mas pautado pelo imediatismo de estudos pontuais e critérios fluidos e conduzidos por opções técnicas pontuais.

“Essa lacuna foi se ampliando e hoje vemos a necessidade de definir procedimentos científicos e sistematizados para atuação no setor. A importância desse convênio está na perspectiva de termos insumos científicos e tecnológicos que permitam estabelecer uma política de preservação e de inventário do patrimônio histórico e cultural do estado de São Paulo. Trata-se de algo inédito, sem paralelo no Brasil”, destacou.

O convênio estabelece, a princípio, que serão apoiados projetos de pesquisa que envolvam temas como “Patrimônio Rural”, “Patrimônio Industrial”, “Patrimônio de Entretenimento”, “Patrimônio Ferroviário”, “Patrimônio Institucional”, “Patrimônio Educacional”, “Patrimônio de Assistência e Saúde”, “Patrimônio Residencial”, “Patrimônio Natural” e “Patrimônio Imaterial”, entre outros.

Mais informações sobre o convênio: www.fapesp.br/acordos/condephaat

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