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“Crime e Castigo” é uma das obras preferidas de detentos de presídios federais

Os detentos do Sistema Penitenciário Federal são recompensados com quatro dias a menos da pena para cada livro que leem. E uma das obras mais lidas por eles é Crime e Castigo. A obra, escrita pelo russo Fiódor Dostoiévski e publicada originalmente no século 19, conta a história de um jovem que comete um assassinato, mas acaba consumido pela culpa.

Psicologicamente densa, a obra explora a visão de mundo do jovem e como sua consciência fala mais alto que suas teorias sobre o desenvolvimento da sociedade e o seu lugar nelas. Para obter remição na pena, os detentos das quatro prisões de segurança máxima, no Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte e de Rondônia, precisam redigir uma resenha sobre a obra que leram.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ), a obra de Dostoiévski é uma das mais escolhidas entre os detentos, seguida por Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago e Através do Espelho de Jostein Gaarder, e obras nacionais, como Dom Casmurro, de Machado de Assis, Sagarana e Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa.

Desde 2010, 6.004 resenhas foram escritas sobre diversos livros. Para garantir a redução na pena, a resenha é avaliada sob critérios como letra legível e limitação ao tema exposto pela obra. Das resenhas entregues, 5.383 foram aprovadas pela equipe pedagógica, composta por pedagogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais.

O programa de leitura é batizado de Projeto Remição pela Leitura. As obras incluídas no projeto foram selecionadas por profissionais da área de educação. A maioria das obras são clássicos da literatura brasileira, filosóficos e científicos, mas, segundo o ministério, os gêneros estão se diversificando. Os presos têm até 30 dias para ler cada obra e podem participar 12 vezes do projeto a cada ano, significando até 48 dias a menos na pena.

Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
Edição: Fábio Massalli

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"Crime e Castigo" é uma das obras preferidas de detentos de presídios federais

Os detentos do Sistema Penitenciário Federal são recompensados com quatro dias a menos da pena para cada livro que leem. E uma das obras mais lidas por eles é Crime e Castigo. A obra, escrita pelo russo Fiódor Dostoiévski e publicada originalmente no século 19, conta a história de um jovem que comete um assassinato, mas acaba consumido pela culpa.

Psicologicamente densa, a obra explora a visão de mundo do jovem e como sua consciência fala mais alto que suas teorias sobre o desenvolvimento da sociedade e o seu lugar nelas. Para obter remição na pena, os detentos das quatro prisões de segurança máxima, no Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte e de Rondônia, precisam redigir uma resenha sobre a obra que leram.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ), a obra de Dostoiévski é uma das mais escolhidas entre os detentos, seguida por Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago e Através do Espelho de Jostein Gaarder, e obras nacionais, como Dom Casmurro, de Machado de Assis, Sagarana e Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa.

Desde 2010, 6.004 resenhas foram escritas sobre diversos livros. Para garantir a redução na pena, a resenha é avaliada sob critérios como letra legível e limitação ao tema exposto pela obra. Das resenhas entregues, 5.383 foram aprovadas pela equipe pedagógica, composta por pedagogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais.

O programa de leitura é batizado de Projeto Remição pela Leitura. As obras incluídas no projeto foram selecionadas por profissionais da área de educação. A maioria das obras são clássicos da literatura brasileira, filosóficos e científicos, mas, segundo o ministério, os gêneros estão se diversificando. Os presos têm até 30 dias para ler cada obra e podem participar 12 vezes do projeto a cada ano, significando até 48 dias a menos na pena.

Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
Edição: Fábio Massalli

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Estado garante R$ 50 milhões para investir e construir biblioteca em presídios

Desembargador Otávio Praxedes anuncia medidas

FOTO: ARQUIVO/TJ-AL

Anúncio é feito pelo governo federal; presidente do TJ participou de encontro

A reunião entre presidentes dos Tribunais de Justiça de todo o País com a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida nessa quinta-feira (12), em Brasília, foi marcada pelo anúncio da liberação de R$ 50 milhões para que cada estado invista no sistema prisional. Alagoas, portanto, garante este recurso, a ser disponibilizado pelo governo federal, além da construção de uma biblioteca nos presídios, com a finalidade de originar a remissão de penas dos detentos.

O anúncio destas medidas foi feito pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas, desembargador Otávio Leão Praxedes, logo após o encontro na sede do STF que discutiu a situação carcerária do Brasil.

Em entrevista à imprensa, Praxedes disse que expôs à presidente da Suprema Corte que o cenário do complexo prisional de Alagoas é semelhante ao quadro percebido nas demais unidades da Federação. E destacou a superlotação nas penitenciárias como um grande problema identificado no Estado, além da ausência de políticas de ressocialização.

“Destaquei, na reunião com a ministra, que Alagoas precisa de ações que ocupem os reeducandos dentro dos presídios”, ressaltou o presidente do TJ/AL.

Investimentos

Segundo ele, Cármen Lúcia e representantes do governo federal anunciaram que há intenção de liberar R$ 50 milhões a cada estado com o objetivo de se construir novos presídios. A ideia é desafogar o sistema. A construção de 40 bibliotecas também está prevista em todo o Brasio dentro das medidas a serem tomadas para incentivar a ressocialização.

Outra reunião está programada entre a ministra do STF e os presidentes do TJ para o mês de fevereiro. Na próxima terça-feira, será a vez do ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, ter um encontro com secretários de segurança e ressocialização de todo o País para discutir novas ações a serem implementadas pelo governo federal em benefício do sistema prisional brasileiro.

De Alagoas, estarão presentes, nesta reunião da próxima terça-feira, os secretários Paulo Domingos Lima Júnior, de Segurança Pública, e Marcos Sérgio Freitas, de Ressocialização e Inclusão Social.

Mortes

Nessa quinta-feira, dois reeducandos foram encontrados mortos na Casa de Custódia da Capital, o Cadeião. A polícia e a Secretaria de Ressocialização apuram se as mortes têm alguma ligação com brigas entre grupos rivais.

Disponível em: <http://gazetaweb.globo.com/portal/noticia.php?c=25567>. Acesso em: 24 jan. 2017.

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Criminoso é preso ao examinarem suas buscas no Google Search

Sabia que fazer buscas no Google poderá incriminá-lo um dia? Foi o que aconteceu com Lee Harbert, um investidor de São Francisco. Segundo o Yahoo Noticias, ele estava andando em alta velocidade quando atropelou algo. Deu ré com o carro, não viu nada e continuou seu trajeto normal. O que ele não sabia é que tinha atropelado e matado Gurdeep Kaur, uma chef de 55 anos, como foi noticiado pelo site SFGate.

Ainda segundo o Yahoo, quando Lee descobriu que havia matado uma pessoa, tentou montar um álibi. Buscando maneiras de tentar transformar em verdade a sua história, foi até o Google Search (serviço de busca do Google) procurando por ‘hit-and-run'(atropelamento e fuga, tradução livre) e sobre como consertar vidro de carro.

Achando que não haveria problema em fazer estas buscas, ele se enganou. A polícia foi até os registros do buscador no computador do homem e encontrou estas pistas. Mas este não foi o único indício do crime. Os peritos acharam rachaduras no parabrisa que indicam uma batida.

Para completar as provas do crime, uma pessoa que chegou dois minutos após o acidente declarou não ter visto o carro de Harbert no local. A condenação é cumprir pena de três anos de reclusão.

 Disponível em:

<http://www.sidneyrezende.com/noticia/28151+criminoso+e+preso+ao+examinarem+suas+buscas+no+google+search>

Acesso em: 22 jan. 2009.

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