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Curso de catalogação com RDA (2ª edição)

A Universitat de les Illes Balears em parceria com a Miríada X oferta a 2ª edição do curso de Catalogação com RDA. O curso é gratuito e online, com certificado de participação. Duração: 6 semanas (40 horas de estudo previstas) Data de início: 28 de fevereiro de 2018 (ainda aberto para inscrições) Inscrições e informações: https://miriadax.net/web/catalogacion-con-rda-2-edicion-/inicio?timestamp=

via Curso de catalogação com RDA (2ª edição) — Processo técnico

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Catalogação em RDA: introdução ao novo código

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RDA – Resource Description Access: rumos da catalogação contemporânea

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18 novembro 2017 · 1:39 pm

Novas perspectivas para a Catalogação e os Catalogadores

Foto por Eduardo Graziosi Silva

Ontem participei do Fórum Permanente da UNICAMP “Tecnologia Digital e Registros Informacionais: Novos Conceitos e Padrões de Entrada de Dados e suas perspectivas para o tratamento e acesso à informação”. O evento como um todo foi de altíssimo nível e não deixou a desejar em nenhuma apresentação!

A primeira, “Modelagem de dados e representação da informação”, apresentada pelo Professor Elvis Fusco (UNIVEM), expôs “[…] a importância de novos estudos de modelos conceituais para repensar e projetar a percepção do domínio da representação da informação” (texto extraído da apresentação do Professor, disponível em seu site). A partir daí, também surgiram questões interessantes como as atividades do catalogador, que não se inicia no momento da descrição dos recursos, mas antes, quando esse profissional define requisitos informacionais, projeta o catálogo, dentre outras. Complementando sua exposição durante as perguntas do públicos, Elvis Fusco apontou que a formação do catalogador hoje deve contemplar conhecimentos da área de Computação, como banco de dados, arquitetura da informação, XML, além do conhecimento de Catalogação, para que o profissional catalogador possa dialogar com o profissional da Computação sem transtornos.

Já a segunda palestra, proferida pela Professora Fernanda Moreno (UnB), teve como título “FRBR e FRAD: impacto na recuperação da informação”. Um ponto que destaco de sua fala refere-se ao catálogo, que foi meu objeto de estudo durante a iniciação científica e o trabalho de conclusão de curso: uma citação (originalmente é uma pergunta) de 2010 do Professor Jaime Robredo sobre essa importante fonte de informação, em que ele aponta que os OPACs, que num primeiro momento impulsionaram o acesso aos acervos das bibliotecas, hoje parecem estar perdendo fôlego e tornando as bibliotecas opacas. Concordo, pois tanto pelos meus estudos como pela própria literatura percebi a dificuldade dos usuários durante o uso do OPAC. Não é a toa que muitos usuários preferem o Google ao catálogo. Até onde sei, e isso é uma opinião particular, os OPACs atuais, mesmo com todas as possibilidades oferecidas pelas ferramentas das web 2.0, estão longe de serem um Google. Fica para reflexão…

Mas retomando a palestra da Professora Fernanda, ela explicou didaticamente sobre o FRBR e o FRAD. O primeiro (Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos) é baseado no Modelo Conceitual de Dados, proveniente da Computação, e demilita tanto o conteúdo como o suporte, além de contemplar outros suportes além dos bibliográficos. Também foi destacado que um software que utilizasse os FRBR facilitaria a busca e auxiliaria a navegação dos usuários. Vale ressaltar a ferramenta FRBR Display Tool, utilizada pela Professora em sua dissertação e que permite explorar o modelo. Já o segundo são os Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade e são divididos em 6 entidades. Uma de suas funções, por exemplo, é oferecer um relacionamento natural entre o nome de um autor e seu pseudônimo.

No período da tarde, ocorreu a mesa redonda “RDA: Impactos para usuários e profissionais da informação”. A primeira a apresentar foi a Professor Plácida Santos (UNESP – Marília). Intitulada “Catalogação revisitada – história e contemporaneidade”, a Professora Plácida que expôs uma teoria fantástica sobre catalogação para apontar que seu desenvolvimento evoluiu de tal modo que hoje, diante do tão discutido RDA, os catalogadores podem rever suas práticas, lembrando que tal situação já ocorreu em outros momentos, basta ver a mudança do código da Vaticana para o AACR, deste para o AACR2 e, atualmente, o AACR2r. Já a segunda parte da apresentação contou com a apresentação de um relatório de Thomas Brenndorfer (The FRBR-RDA Puzzle: Putting the Pieces Together), apresentado na OLA Super Conference de 2011. Nele, Brenndorfer expõe 10 passos para “descomplicar” o entendimento do RDA, explicitando em cada passo os capítulo que devem ser consultados para realizar a catalogação com o novo código.

Vale a pena apontar os 10 passos aqui, mais como uma curiosidade:

1. Olhe para a estrutura física do livro
2. Ainda a estrutura física do livro
3. Considere o livro em termos de aquisições e acesso
4. Considere o conteúdo do livro
5. Ainda o conteúdo do livro
6. Considere as pessoas, famílias e entidades coletivas associadas com o livro
7. Mostra primária dos relacionamentos entre obra, manifestação e item no livro
8. Mostra relacionamentos entre obra, manifestação, itens e pessoas, famílias e entidades coletivas
9. Mostra relacionamentos entre obra, manifestação, itens e outras obras, expressões, manifestações e itens
10. Mostra relacionamentos entre pessoa, família, entidades coletivas e outras pessoas, famílias e entidades coletivas

A próxima palestra, proferida pelo Professor Fernando Modesto (USP), foi baseada em resultados apresentados em relatórios do Comitê Executivo do RDA, formado pela Library of Congress (LC), National Agricultural Library (NAL) e National Library of Medicine (NLM). De um modo geral, foram apresentados dados referentes a consulta tanto a profissionais de vários tipos de bibliotecas como para usuários, mas alguns me chamaram mais a atenção. Dentre eles, destaca-se a implementação do RDA a partir de janeiro de 2013, bem como o fato de que sua adoção não reduzirá os custos na criação de metadados.

Foi muito importante a colocação do Professor Fernando Modesto, que se denonimou “um bibliotecário militante”, em relação ao planejamento para o uso do RDA no Brasil. Sobre isso, destacou a atuação das associações de classe nesse processo, porém, o Professor considera que há uma apatia generalizada na categoria bibliotecária brasileira, que pouco se envolve para de fato implementar mudanças, geralmente “propostas” pelos Estados Unidos, que tentam impor seus códigos como os modelos a serem seguidos internacionalmente em detrimento das especificidades da cultura de cada nação. Para reverter essa situação, o Professor Fernando Modesto propôs que as mudanças sejam discutidas tanto nos cursos de graduação como nos de pós-graduação, além de fortalecer e reanimar Grupos de Estudo sobre Catalogação já existentes (tais como o Grupo de Estudos em Catalogação – GCAT e o Grupo Brasileiro de Catalogação).

Por fim, a palestra de encerramento foi proferida pela Professora Naira Christofoletti Silveira (UNIRIO). Também discutindo o RDA, a palestra da Professora Naira foi bastante esclarecedora sobre algumas semelhanças e diferenças entre o AACR e o RDA. No que se refere às semelhanças, foi destacado que ambos são normas e também processos de transição para evitar a “recatalogação” dos registros bibliográficos existentes, pois é claro que a mudança será gradual, como já ocorreu com códigos anteriores. Em relação as diferenças, destaca-se que o RDA não é uma novidade, mas sim os FRBR! Além disso, o RDA não está baseado nas ISBD, tal como o AACR, e a novidade é a introdução do modelo conceitural dos FRBR que faz com que um livro, por exemplo, possua obra, manifestação, expressão e item, ampliando o leque de descrição bibliográfica.

Na Internet, está disponível o RDA Toolkit, que é uma ferramenta criada para auxiliar os catalogadores no uso do RDA e que ficou disponível por um período para teste pelos usuários. Vale lembrar que o RDA é mais extenso que o AACR: possui Introdução, 37 capítulos e Apêndices! Também está a venda na Amazon! Conforme apontado pela Professora Naira, o RDA não trouxe todas as respostas, mas levanta mais perguntas, tais como:

O novo código será adotado?
Os atuais sistemas de informação estão “preparados” para esta alteração? (Vale mencionar aqui que a Professora Plácida colocou que atualmente apenas o VTLS utiliza FRBR e RDA)
E em relação ao treinamento para seu uso?
E como será feita a transição do AACR2 para o RDA?

Além desses questionamentos, e complementando a fala do Professor Elvis Fusco, foi apontado que o catalogador, antes de elaborar o registro bibliográfico, é um tomador de decisões, visto que precisa escolher o sistema, definir requisitos, dentre outras atividades. Outras decisões, especificamente no que tange à catalogação propriamente dita, são:

Em relação a regra dos 3 (o RDA torna opcional* o uso do et al.)
Como as abrevistauras serão redigidas por extenso (s. l., s. n.)
Essencial x Opcional para o a instituição e para os usuários

Percebe-se, portanto, que muitas mudanças estão por vir. Envolve custos, treinamento e muito trabalho pela frente! Esperamos que mais fóruns, não só pela UNICAMP, mas também por outras Universidadades, bem como pelas associações de classe. Iniciativas como essa são e serão sempre muito bem-vindas para promover o debate e a atualização dos profissionais bibliotecários brasileiros, que podem e devem contribuir com suas ideias para as principais agências bibliográficas do mundo, não só como forma de acompanhamento das mudanças, mas também visando o atendimento das necessidades dos usuários locais.

**********

*A Professora Plácida colocou que o RDA contém recomendações, e não regras, o que, creio eu, ainda irá gerar muita discussão acerca desse e outros aspectos.

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RDA: um novo paradigma na catalogação

 Autor: Murilo Bastos da Cunha

Publicado no: Infohome. Data: maio de 2011.

URL: http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=604

 


Acaba de ser publicado um dos primeiros livros na língua portuguesa sobre a nova norma de catalogação denominada RDA (Recursos: Descrição e Acesso). Essa nova obra é de autoria de Chris Oliver, coordenadora de Catalogação da McGill University Library, em Montreal (Canadá), e tem como título Introdução à RDA: um guia básico (1) [Brasília: Briquet de Lemos, 2011. 153 p.]. A edição original em inglês foi publicada em 2010, pela American Library Association. Portanto, ambas as edições possuem conteúdos muito recentes.

            Como se sabe a RDA está provocando uma enorme mudança na catalogação internacional desde a publicação da segunda edição do Código de catalogação anglo-americano – com edição brasileira publicada pela FEBAB em 1983 e em 2004, agora incorporando a revisão de 2002; também existe uma reimpressão, lançada em 2010 (2-4). Pensava-se que seria lançada uma nova edição do código de catalogação e que a sua nova sigla, continuando a longa tradição das versões anteriores, fosse AACR3. Além disso, essa nova edição certamente iria incluir as modificações geradas pelas atualizações ocorridas no formato MARC 21. Mas, a longa tradição de edições sucessivas do AACR foi quebrada e não teremos o AACR3!

            Todavia, “apesar de manter uma forte relação com as AACR2, a RDA delas difere em muito, devido a ser baseada numa estrutura teórica, ter sido projetada para o ambiente digital e seu escopo ser mais abrangente do que o das AACR2” (p. 1). De fato, as normas da RDA são baseadas nos modelos conceituais do Functional Requirements for Bibliographical Records (FRBR, Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos) e do Functional Requirements for Authority Data (FRAD, Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade), e incorporam um ponto de vista impensável anos atrás. Agora a estrutura da descrição bibliográfica inclui também o acesso à informação do objeto descrito como um todo.

            O novo livro está composto por sete capítulos. O primeiro, intitulado “O que é a RDA?”, mostra a base teórica na qual a RDA foi baseada. A autora menciona que “a RDA consiste num conjunto de instruções práticas, que, no entanto, baseia-se numa estrutura teórica que define a forma, a estrutura e o conteúdo desta nova norma” (p. 1). Os dados RDA podem “ser codificados com o emprego de esquemas existentes, como o MARC21, Dublin Core, MODS e também podem ter correspondências estabelecidas com outros esquemas, atuais ou futuros. (…) os dados RDA também foram projetados para serem usados no ambiente da Rede e em novos tipos de estruturas de bases de dados. (…) A RDA pode ser utilizada para a descrição tanto de recursos tradicionais quanto não-tradicionais, analógicos e digitais, dentro e fora da biblioteca” (p. 3).

            O segundo capítulo aborda as relações da RDA com as normas, modelos e princípios internacionais. Nele é apontado que a RDA “emprega os conceitos, a terminologia e os princípios reconhecidos pela comunidade internacional de catalogação. Baseia-se em tradições catalográficas existentes embora também se leve em conta a forma como os dados das bibliotecas serão usados no futuro. (…) A RDA foi desenvolvida para se encaixar na matriz de normas internacionais de descrição de recursos” (p. 8).

            O terceiro capítulo comenta o FRBR e FRAD na RDA. Aí se afirma com detalhes que a RDA é de fato uma aplicação desses dois modelos conceituais. “Esses modelos moldaram a estrutura da RDA e influenciaram a linguagem empregada nas instruções” (p. 17). Um aspecto interessante é apontado pela autora: “os modelos FRBR e FRAD são modelos de entidade-relação. Foram desenvolvidos com o emprego de enfoque e metodologia semelhantes. O ponto de partida de ambos os modelos são os usuários e suas necessidades. (…) As necessidades do usuário são definidas em termos de tarefas de usuário. (…) Há quatro tarefas de usuário relativas ao uso de dados bibliográficos, e quatro relativas a dados de autoridade” (p. 19-20).

Continuando, a autora enfatiza que “o foco não está no catalogador que cria um único registro, mas no usuário que busca esse registro em grandes catálogos ou bases de dados” (p. 22). Mostra também que a RDA dá ênfase ao registro de relações.

O quarto capítulo explica que a RDA é a norma que substitui as AACR2, mas que coexiste uma continuidade entre ambas, a saber: a mesma estrutura de governança; a RDA foi construída sobre os mesmos alicerces das AACR2; muitas instruções foram derivadas das AACR2 e os novos registros catalográficos serão compatíveis com o antigo código de catalogação.

O quinto capítulo aborda as diferenças e similaridades existentes entre a RDA e o AACR2. Nessa parte da obra analisam-se os aspectos relacionados com a implantação da RDA. Nessa transição as associações profissionais, as escolas de biblioteconomia e o próprio profissional exercerão papéis primordiais para que essas mudanças sejam feitas de forma tranquila. Aqui vale a pena apontar um importante aspecto: para que as normas RDA sejam implantadas e largamente utilizadas no Brasil e nos outros países lusófonos elas precisam ser traduzidas com certa urgência. É quase certo que a barreira linguística pode ser um empecilho para a transição das normas das AACR2 para a RDA.

No último capítulo a autora comenta as vantagens, o presente e o futuro da RDA no contexto informacional. Ao finalizar ela aponta que “na medida em que os catalogadores forem construindo o corpo de dados RDA, os usuários começarão a notar as vantagens de uma norma que coloca suas necessidades no centro” (p. 130).

            Com todo esse contexto das tecnologias da informação, especialmente a internet, ficou inevitável a demanda de novas normas de catalogação que pudessem descrever os novos objetos digitais. Assim, o universo bibliográfico fica agora atualizado e de posse de regras que finalmente poderão descrever esse contexto da informação digital surgido nos últimos quinze anos. As normas da RDA vêm dar ao bibliotecário e a outros profissionais de informação um moderno e prático instrumento imprescindível para o bom exercício profissional na área de catalogação nesse mundo digital.

            O livro, portanto, é editado no momento certo. Ele pode servir como um prático e didático ponto de partida para os profissionais e estudantes nesse processo de transição ora iniciado.

 

Referências bibliográficas

(1) OLIVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico. Brasília: Briquet de Lemos, 2011. 153 p. ISBN 978-85-85637-45-3

(2) Código de catalogação anglo-americano. 2. ed. São Paulo: FEBAB, 1983. 2 v.

(3) Código de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed., revisão 2002 São Paulo: FEBAB; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. 2 v. ISBN 8585024046

(4) Código de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed., revisão 2002, reimpressão. São Paulo: FEBAB, 2010. 2 v. ISBN 9788585024048

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I Ciclo de Debates FEBAB

A Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições promove para Bibliotecários e Estudantes de Biblioteconomia e interessados

I CICLO DE DEBATES FEBAB

AACR2 x RDA
Novo cenário na catalogação?

Debatedores: Rosa Maria Correa
Concília Teodósio
Fernando Modesto
Data: 27 de outubro de 2010
Hora: 14 às 17h
Local: Instituto Cervantes
Av. Paulista, 2439 – São Paulo-SP
(Metrô Consolação)
Inscrições: R$100,00 Profissionais
R$ 50,00 Estudantes
fone: 11-3527-9979  ou no dia e local do evento                                                                                    ***Vagas limitadas***

 

I CICLO DE DEBATES FEBAB

 

 

 

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CNPJ: 44.075.687/0001-08

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