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Pontuação e autoria na ABNT NBR 6023:2018

A Seção 6 da ABNT NBR 6023:2018 trata das regras gerais de apresentação de referências, que totalizam 10.

A regra 6.4 expõe que “A pontuação deve ser uniforme para todas as referências.”

 

Ponto de exclamação

Fonte: https://svgsilh.com/pt/image/150801.html

 

Sobre isso, a pontuação a que se refere à norma é sobre os elementos gráficos ponto, ponto e vírgula, vírgula, dois pontos, hífen, colchetes, parênteses, reticências, dentre outros que podem aparecer em exemplos e situações distintas abordadas na norma.

Exemplos:

Disponível em: e Acesso em:

p. 4553

[2017]

Anais […]

[S. l.]

Com isso, a norma quer dizer que todos os elementos gráficos de pontuação utilizados devem seguir o mesmo padrão em todas as referências em que forem utilizados.

***

Na Seção 8, que aborda a transcrição dos elementos, há uma novidade na regra 8.1.1.2, que trata da indicação de responsabilidade (autoria) de pessoa física.

 

Autoria

Fonte: https://www.pexels.com/photo/apple-area-author-blue-461444/

 

Agora, a norma expõe que “Quando houver quatro ou mais autores, convém indicar todos. Permite-se que se indique apenas o primeiro, seguido da expressão et al.” (p. 35)

Duas observações importantes são necessárias: as palavras convémpermite-se.

Convém indica que não há obrigatoriedade de indicar todos os autores de um documento. Se um documento citar todos os autores, quando houver quatro ou mais, o mesmo deve ser feito para outros documentos similares.

Permite-se indica a possibilidade de citar apenas o primeiro autor, quando houver quatro ou mais autores, e indicam-se os demais com a expressão et al. Caso apenas o primeiro seja citado, isso deve ser seguido para os documentos semelhantes.

Para exemplificar, apresenta-se abaixo a citação dos exemplos de referências contidos na norma.

NA CITAÇÃO

Urani et al. (1994)

(URANI et al., 1994)

NAS REFERÊNCIAS

URANI, A. et al. Constituição de uma matriz de contabilidade social para o Brasil. Brasília, DF: IPEA, 1994.

 

NA CITAÇÃO

Taylor, Levine, Marcellin-Little e Millis (2008)

(TAYLOR; LEVINE; MARCELLIN-LITTLE; MILLIS, 2008)

NAS REFERÊNCIAS

TAYLOR, Robert.; LEVINE, Denis; MARCELLIN-LITTLE, Denis; MILLIS, Darryl. Reabilitação e fisioterapia prática de pequenos animais. São Paulo: Roca, 2008.

 

Espero que o post tenha respondido mais uma dúvida sobre a nova ABNT NBR 6023:2018.

 

Se você também tem alguma dúvida ou gostaria deixar sua opinião, comente logo abaixo!

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Como fazer referência de blog (ABNT NBR 6023:2018)?

BlogFonte: https://pixabay.com/pt/blog-fala-bolhas-49006/

Uma das novidades da ABNT NBR 6023:2018 é a inclusão do tópico 7.20 Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico.

Esse item não existia na versão anterior da norma. Nesse caso, blog era referenciado como site.

Agora, blog recebe um tratamento específico dentro desse tópico, que também inclui bases de dados, listas de discussão, programas de computador, redes sociais, mensagens eletrônicas, entre outros.

Para os itens desse tópico, consideram-se como elementos essenciais autor, título da informação ou serviço ou produto, versão ou edição (se houver), local, data e descrição física do meio eletrônico. A norma também permite incluir elementos complementares para melhor identificar o documento.

Essas informações são encontradas no tópico 7.20, cujo Exemplo 8 desse é a referência de um blog, conforme exemplo abaixo extraído da própria norma.

CID, Rodrigo. Deus: argumentos da impossibilidade e da incompatibilidade: In: CARVALHO, Mário Augusto Queiroz et al. Blog investigação filosófica. Rio de Janeiro, 23 abr. 2011. Disponível em: http://investigacao-filosofica.blogspot.com/search/label/Postagens. Acesso em: 23 ago. 2011.

Esse foi o post de hoje sobre dúvidas dos leitores sobre referências na nova ABNT NBR 6023:2018.

Tem alguma dúvida? Este post te ajudou? Comente!

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ABNT NBR 6023:2018 (Referências): o que mudou?

File:Abnt3.jpg

Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Abnt3.jpg

 

No dia 14/11/18, foi publicada a norma ABNT NBR 6023:2018.

Essa norma aborda a elaboração de referências em trabalhos acadêmicos (TCC, dissertação, tese, etc.). A versão anterior era de 2002 e realmente necessitava de  muitos ajustes, principalmente para as versões eletrônicas de documentos.

Assim, o Mundo Bibliotecário quer saber:

Qual sua maior dificuldade na hora de fazer referências conforme a ABNT?

Deixe um comentário que vamos responder com modelos e exemplos a partir da ABNT NBR 6023:2018.

 

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Desafio 2013: organização digital

Quão organizado é seu computador? Novo aplicativo promete facilitar a leitura e o gerenciamento de artigos científicos.

Desafio 2013: organização digitalUm novo aplicativo promete ajudar pesquisadores a organizar a leitura de artigos científicos em PDF. (foto: Mack Male/ Flickr – CC BY-SA 2.0)

Infinitos arquivos, múltiplas pastas, tranqueiras mil. Sejamos francos: a vida digital pode facilmente se tornar um irresoluto caos. Onde estará aquele PDF que, no semestre passado, você salvou para ler ‘depois’? Pois é. Enquanto o tal do ‘depois’ nunca chega, exercitamos sem o menor pudor nossos atos de procrastinação digital inconfessa.

O fato é que, mesmo sufocados pela avalanche informacional que nos cerca, somos constantemente engolidos pelos sedutores mares da web. E o resultado não poderia ser outro: dezenas ou mesmo centenas de arquivos espalhados pelo disco rígido.

Esse é um drama comum para os usuários da rede. E os cientistas não estão isentos desse tumulto organizacional. Pensando nisso, um time de desenvolvedores bolou um aplicativo, específico para acadêmicos, que promete botar ordem na casa. Trata-se doReadCube.

Veja um vídeo (em inglês) que explica como funciona o aplicativo

A ideia é tão simples quanto interessante: o programa rastreia seu disco rígido e traz à tona todos os PDFs que você guarda. Uma vez encontrados, eles são automaticamente dispostos em um sistema único de visualização – otimizando a leitura e proporcionando, em uma interface agradável, um panorama geral dos arquivos.

Útil. Mas, até aqui, nada de genial.

O grande lance – e agora, sim, temos um atributo de notável apelo – é que o ReadCube foi desenhado especificamente para a leitura de artigos científicos. Isso significa que ele reconhece automaticamente um paper – desde que ele esteja indexado nas bases de dados integradas ao aplicativo – e, em poucos segundos, é capaz de localizar o periódico ou o repositório a que cada documento pertence.

E mais: as referências bibliográficas de seu velho e bom PDF ganharão vida. O aplicativo as identifica e, como num passe de mágica, as transforma emhyperlinks. Assim, o leitor poderá, sem enveredar pelas distrações típicas do mundo virtual, surfar pelos diferentes artigos científicos que embasam a referida publicação.

Exatamente por isso os desenvolvedores definem o ReadCube como um “reference manager”, isto é, um “gerenciador de referências”.

Mas suas funções vão além: caixas de comentário e simulação de caneta marca-texto podem ser ferramentas úteis para conduzir a leitura da maneira mais proveitosa possível.

Reveses e virtudes

É claro que, nas agruras desse mundo cão, nada é de graça. Sim, o ReadCube é gratuito; mas os artigos científicos, nem sempre.

Labtiva, laboratório responsável pelo desenvolvimento do software, fechou uma parceria com o Nature Publishing Group. E o namoro resultou na integração dos sistemas: enquanto o usuário pode comprar os artigos dos periódicos do grupo Naturepela interface do próprio programa, o internauta que navega na página de um desses periódicos tem a opção de adquirir o material via ReadCube.

ReadCube
O ReadCube permite acesso a milhões de artigos científicos, inclusive em português, em uma interface livre de distrações. Para otimizar a leitura, o aplicativo oferece ferramentas de comentários e marcações textuais. (imagem: reprodução)

Nos tempos de outrora, a opção clássica seria simplesmente comprar o PDF do artigo (pela intimidadora quantia de 32 dólares). Mas, com o programa, há duas alternativas ligeiramente mais econômicas: pode-se baixar o arquivo para leitura on-line (por módicos 4,99 dólares); ou ‘alugar’ o artigo, o que permite acesso de 48 horas ao material (pela barganha de 2,99 dólares). Esta última opção soa um tanto vanguardista; o tempo dirá se a moda pega ou não.

Além de permitir a compra dos artigos do grupo Nature, o programa está integrado a bases de dados como PubMed, Google Scholar e Microsoft Academic Search – o que significa acesso a milhões de referências bibliográficas, muitas das quais gratuitas. Entretanto, o usuário logo perceberá que há certa limitação no processamento dos artigos que não fazem parte dos periódicos da chancela Nature. É esse, pois, o ponto fraco do aplicativo: ele se dá o luxo de privilegiar uma única casa editorial.

O programa está integrado a bases de dados como PubMed, Google Scholar e Microsoft Academic Search

E não seria bacana se o programa agregasse um número mais expressivo de periódicos? “É exatamente o que estamos buscando”, diz à CH On-line um dos desenvolvedores do ReadCube. “Devo dizer, entretanto, que com apenas duas ou três empresas podemos cobrir a grande maioria da literatura científica”, comenta o representante, referenciando o oligopólio que domina o setor. “Nature Publishing Group, Elsevier e Wiley-Blackwell são as três gigantes do ramo; são as chamadas Big 3.”

Entropia em xeque

Nos últimos tempos, diversos aplicativos nos vêm sendo ofertados com a promessa de facilitar a organização digital acadêmica. Vale dar uma olhada no Mendeley. É também um gerenciador de referências, e suas funcionalidades fazem dele uma espécie de rede social para cientistas. (Por falar em rede, lembremo-nos do ResearchGate, a maior rede social acadêmica da internet. São, atualmente, 2,3 milhões de cabeças pensantes conectadas).

E, se o assunto é organização, é claro que não poderíamos deixar de mencionar o famoso Pocket, um simpático e eficiente aplicativo que enfileira nossas leituras procrastinadas. Seja você acadêmico ou não, é quase certo que há pelo menos um texto que você engavetou para ler nalgum momento vindouro. Nesse caso, algum desses aplicativos há de ser útil. O ano novo está aí; nunca é tarde para se organizar.


Henrique Kugler

Ciência Hoje/ RJ

Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/01/desafio-2013-organizacao-digital>. Acesso em: 2 jan. 2013.

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