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Biblioteca Infantil é nova sede de cineclube da Academia Sorocaba

 25/04/17 | Felipe Shikama – felipe.shikama@jcruzeiro.com.br

Quatro meses depois de ter as atividades suspensas em virtude do fechamento da Oficina Cultural Grande Otelo, o cineclube da Academia Sorocabana de Fotografia e Cinema está de volta em novo espaço: a Biblioteca Infantil Municipal (rua da Penha, 673, Centro). A primeira sessão ocorre nesta quarta (26), às 19h, com o filme A noiva de Frankenstein (1935), de James Whale. A entrada é gratuita e aberta a todos os interessados.

De acordo com Cleiner Micceno, curador do projeto e presidente da Academia, os encontros ocorrerão quinzenalmente, sempre às 19h, e nas próximas semanas ocorrerá a reestreia do projeto Sarau Cinematográfico, voltado a exibição de curtas produzidos por realizadores da região de Sorocaba.

O cineclube surgiu em 2013, na sede da Oficina Cultural Grande Otelo, na praça Frei Baraúna, com o projeto Quinta com Filmes de Primeira. Mais tarde, a iniciativa em parceria com a G.O passou a se chamar Filmes Cult de Sexta, que vinha sendo realizado na sede provisória da Oficina Cultural, que foi desativada em dezembro do ano passado pelo governo estadual.

Segundo Cleiner, a volta do cineclube em novo espaço, agora com o nome de Filmes Cult nas Quartas, mantém a proposta de exibir clássicos do cinema, de diferentes estilos, e realizados em várias partes do mundo.

Disponível em: <http://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/782026/biblioteca-infantil-e-nova-sede-de-cineclube-da-academia-sorocaba>. Acesso em: 26 abr. 2017.

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Biblioteca Comunitária completa 7 anos e busca alternativas para continuar atividades

Com o objetivo de tornar o espaço cultural autossustentável, ou seja, capaz de pagar as próprias despesas correntes, os voluntários da biblioteca idealizaram uma campanha de financiamento coletivo que visa arrecadar recursos para a aquisição de uma moenda de cana-de açúcar. De acordo com o fundador da biblioteca, Josué de Lima, a intenção é que o lucro das vendas de caldo de cana seja usado integralmente para arcar com os custos do aluguel, água, luz e internet que, juntos, somam cerca de R$ 900 mensais.

“Nós sempre tivemos apoio de pequenos comerciantes, mas, neste momento, eles estão sendo afetados e a gente compreende. Comprando esse meio de produção [a moenda], a gente espera ter uma renda para continuar atendendo a comunidade”, diz.

A campanha de financiamento coletivo tem como meta arrecadar R$ 500 e termina no dia 7 de junho. As doações, cujo o valor mínimo é de R$ 10, devem ser feitas pelo site www.kickante.com.br/campanhas/caldo-de-cana-cultural.

Segundo o professor Rodrigo Dalla Dea Sampaio, que também é voluntário da biblioteca, a autonomia financeira do espaço cultural também ajudará a viabilizar a oferta de novos cursos gratuitos, como o da leitura, interpretação e produção de textos que ele mesmo pretende ministrar ainda neste semestre. A biblioteca fica na rua Michel Chicri Maluf, 450, e, segundo Sampaio, é um ponto de grande movimentação de pessoas. “A gente faz um apelo para que, não somente os frequentadores da biblioteca, mas a toda a comunidade artística contribua com a campanha”, diz.

Atualmente, segundo Josué de Lima, cerca de 30 pessoas por dia fazem locações de livros na instituição. Neste mês, com intuito de estimular o hábito da leitura entre as crianças, os pequenos que levarem livros para a casa são presenteados com um saquinho de balas e doces. “E se a criança trouxer o livro junto com um desenho ou um resumo sobre o que entendeu do livro, ganha outro saquinho”, completa o fundador da biblioteca.

A biblioteca funciona no Parque Laranjeiras desde 2010, mas nasceu cinco anos antes, no bairro Santo André 2, com o nome em homenagem a Zumbi dos Palmares. Montada com apoio da Cooperativa de Moradia de Sorocaba, a biblioteca, porém, teve de ser transferida quando o imóvel, assim como várias casas do entorno, sofreu reintegração de posse.

Fundador da biblioteca ao lado de Josué, o radialista Thiago Henrique Rosa da Silva se recorda das dificuldades enfrentadas no início e destaca a satisfação de ver o espaço cultural consolidado e, principalmente, frequentado por crianças e adolescentes. “A biblioteca surgiu da nossa reivindicação por um espaço cultural naquela região”, diz. Frequentando a biblioteca, ele conta que conheceu e passou a admirar e escritores da chamada literatura marrginal, como Sérgio Vaz e Ferrez. “A biblioteca não é apenas para livros. Ela é o centro cultural do Laranjeiras e funciona como uma váuvula de escape para a juventude, para ocupar a mente e se distanciar das coisas negativas”, considera.

Pelo menos duas vezes por semana, o motoboy Jefferson Silva Guedes, de 30 anos, faz questão de levar seu filho Andrew, de 11 anos, para emprestar livros infantis e gibis. “Para o pessoal que mora aqui na região fica mais acessível, e tem uma boa variedade de livros”, assinala. “A gente também usa o espaço para fazer a reuniões do time [o Esporte Clube Laranjeiras] e sempre tem uma molecada lendo e um pessoal do hip hop compondo músicas. É um local muito importante para a cultura”, descreve.

Disponível em: <http://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/781287/biblioteca-comunitaria-completa-7-anos-e-busca-alternativas-para-continuar-atividades>. Acesso em: 23 abr. 2017.

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Portas fechadas, livros em caixas

Voluntários da Biblioteca Comunitária do bairro Maria Eugênia procuram novo espaço para continuar com suas ações

Andrea Alves
andrea.alves@jcruzeiro.com.br

Mais de 3 mil livros dos mais diversos gêneros encaixotados há praticamente um ano e um sem número de pessoas carentes de suas habituais leituras. Essa é a situação da Biblioteca Comunitária da Associação Kairós Sorocaba, que ficou instalada por mais de 5 anos numa sala do Centro Esportivo Jardim Maria Eugênia. Segundo os voluntários da Kairós, a sala que sediava a biblioteca, foi pedida pela administração do centro esportivo, o que os obrigou a guardar o acervo até que possam se abrigar num espaço adequado. “Foi oferecida uma outra sala no mesmo local, no entanto é muito pequena para acomodar o acervo e oferecer os diversos cursos que costumávamos realizar. Portanto, estamos à procura de um novo lugar”, conta Fabiano Pedro, um dos voluntários.

Aberta à população no mesmo horário de funcionamento do centro esportivo, das 8h às 17h, a biblioteca era ponto de visita de jovens, senhoras, senhoras, crianças e famílias inteiras, conta Fabiano. “O professor Paulo Gazzi, por ser aposentado, ficava praticamente o tempo todo na biblioteca e alguns voluntários se revezavam para ajudá-lo na organização dos livros e no atendimento com o público”, diz Fabiano, ele mesmo dono de uma história que representa a importância da Biblioteca Comunitária como agente transformador. Ele começou a frequentá-la quando foi ao local para fazer um cursinho gratuito para um concurso público que decidiu prestar anos atrás. Fabiano passou no concurso, hoje é funcionário público e tornou-se também um dos 20 voluntários que atuam – lutam – para manter a biblioteca e os cursos que eram oferecidos ali. “A biblioteca, por conta de diversas parcerias, ofereceu cursos de metrologia, de desenho mecânico, de bijuteria de recicláveis, entre outros. Todos gratuitos”, ressalta.

Foi a biblioteca que deu origem à Associação Kairós Sorocaba, que tem o propósito de desenvolver projetos de incentivos à leitura, especialmente em escolas das proximidades. “Hoje, na verdade, o gosto pela leitura, principalmente do público jovem, está se perdendo. A Biblioteca Municipal fica distante da Zona Norte, o Projeto Vai e Vem não tem livros tão diferentes, interessantes, e isso faz com que as pessoas se distanciem cada vez mais do hábito de ler. O nosso objetivo era levar tudo isso a locais próximo da nossa região, onde pessoas que gostam de ler não têm, muitas vezes, condições de pagar ônibus, nem comprar um livro e aos poucos vão perdendo esse gosto pela leitura.”

Busca 

Fabiano não soube informar o tamanho em metro quadrado da sala ocupada pela biblioteca. “Mas tinha o dobro do tamanho da sala que nos ofereceram.” Embora não tenha sido imposto uma data limite para a retirada das caixas que há um ano armazenam os livros e ainda na mesma sala que a biblioteca ocupava, os voluntários temem que de uma hora para outra entre um novo administrador do prédio e exija a retirada imediata do acervo. “Mudou o governo, as secretarias, não sabemos o que pode acontecer. Esse é nosso medo. Que nada se resolva ou de que de repente a gente tenha que tirar tudo de lá sem saber ainda para onde vamos.”

Esse novo lugar procurado por eles não precisa ser necessariamente no bairro Maria Eugênia, avisa Fabiano. “Seria interessante que fosse o mais próximo da Zona Norte, que é onde moram os nossos usuários e a maioria dos nossos voluntários.” O importante é que o local para abrigar a biblioteca comunitária não tenha custos à Associação Kairós Sorocaba, uma organização não-governamental e sem fins lucrativos. “A sala era cedida gratuitamente pela Prefeitura. Mas agora, o que nos deixa tristes é ver que isso está acontecendo numa cidade que se diz educadora”, lamenta.

A Secretaria de Cultura e do Lazer (Secult) informou que tomou conhecimento do caso hoje e que a questão será levada à pauta de discussão para um posicionamento. Quem tiver interesse em entrar em contato com a associação e colaborar, de alguma forma, com a Biblioteca Comunitária da Associação Kairós Sorocaba, pode entrar em contato com os voluntários pelo email ongkairos.sorocaba@gmail.com ou pela sua página no facebook, procurando por Kairós Sorocaba.

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Comentários à lei nº 10.231, de 22 de agosto de 2012

LEI Nº 10.231, DE 22 DE AGOSTO DE 2012

Institui campanha permanente de leitura junto aos parques e logradouros públicos municipais e dá outras providências.

Projeto de Lei nº 266/2012 – autoria do Vereador Mário Marte Marinho Júnior.

A Câmara Municipal de Sorocaba decreta e eu promulgo a seguinte Lei:

Art. 1º  Fica instituída a campanha permanente de leitura junto aos parques e logradouros públicos do município de Sorocaba, colocando-se à disposição dos munícipes livros, jornais e periódicos.

Parágrafo único. A campanha será realizada através de bibliotecas fixas ou móveis instaladas nos locais públicos, inicialmente, nos finais de semana.

Art. 2º  Para execução da presente Lei, o Poder Público Municipal poderá estabelecer parcerias com entidades, organizações não governamentais, instituições de ensino, entre outras.

Art. 3º  As despesas com a execução da presente Lei correrão por conta de dotação orçamentária própria.

Art. 4º  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Tropeiros, em 22 de agosto de 2012, 358º da Fundação de Sorocaba.
VITOR LIPPI
Prefeito Municipal
LUIS ANGELO VERRONE QUILICI
Secretário de Negócios Jurídicos
ANESIO APARECIDO LIMA
Secretário de Governo e Relações Institucionais
VALMIR DE JESUS RODRIGUES ALMENARA
Secretário de Planejamento e Gestão
EDMILSON CHELLES MARTINS
Secretário da Cultura e Lazer
Publicada na Divisão de Controle de Documentos e Atos Oficiais, na data supra
SOLANGE APARECIDAGEREVINI LLAMAS
Chefe da Divisão de Controle de Documentos e Atos Oficiais

Arquivos Anexos

Justificativa:

Trata o presente Projeto de Lei de instituir campanha permanente de leitura junto aos parques e logradouros públicos municipais e dá outras providências.
A implantação de bibliotecas móveis que incentive a leitura é um projeto muito bem sucedido em outros países, a exemplo de Bogotá, na Colômbia.
A campanha, Nobres Colegas, poderá ser desenvolvida pela Prefeitura em parceria com entidades ou instituições, em princípio aos finais de semana onde a freqüência de munícipes é maior, e, posteriormente, a critério da Administração Pública, poderá ser implantada também durante a semana.
É indiscutível que o incentivo à leitura se trata de uma medida que visa não só o desenvolvimento da educação como também ao aprimoramento da cidadania, eis que o conhecimento engrandece o indivíduo e, por conseqüência, a comunidade.
Diante da importância da matéria, e ainda, considerando que Sorocaba é uma Cidade Educadora, contamos com o apoio dessa Casa no sentido de ser aprovado o presente Projeto de Lei.

***

Para refletir…

A Biblioteca Pública Municipal “Jorge Guilherme Senger” zelará pela aplicação da lei?

A Biblioteca Pública Municipal “Jorge Guilherme Senger” será a responsável pelas bibliotecas fixas ou móveis?

Embora a lei já esteja em vigor, nunca é demais perguntar: como e quando ocorrerá a implementação de tais bibliotecas?

O acervo dessas bibliotecas vai ficar só no feijão com arroz auto-ajuda, Veja, IstoÉ e Época?

Devemos nos preocupar com a expressão “entre outras” no artigo 2º? A Biblioteca Pública Municipal “Jorge Guilherme Senger” não devia reivindicar seu lugar no referido artigo?

Essas bibliotecas disponibilizarão seus catálogos online? Estarão aptas a oferecer uma estrutura tecnológica de ponta, para atender aos usuários de tablets, smartphonhes, etc?

O que serve para Bogotá serve para Sorocaba?

Esse projeto já não é suprido pelo Projeto “Vai e Vem”?

 

Enfim, as questões que mais me preocupam…

1. Onde está a classe bibliotecária? Sente-se representada?

2. Essa lei realmente é necessária? Ou melhor: essa lei surgiu de alguma demanda social?

 

Em suma…

como disse Luiz Milanesi em “Ordenar para desordenar”: “Os hospitais estão sem médicos.” (p. 172) E o bibliotecário, esse ausente, continuará cumprindo seu papel de vilão…

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I Encontro de Usuários do PHL de Sorocaba (SP) e Região

Inscrições encerradas!

Link do formulário: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dFBHODZJbzNsY0diRHlKaEhtcE5ib0E6MQ#gid=0

Contato: eduardograziosi@ig.com.br

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Projeto de lei de acesso à informação pública deve ser encaminhado à Câmara

André Moraes
andre.moraes@jcruzeiro.com.br

A Prefeitura de Sorocaba deverá encaminhar um projeto de lei à Câmara em agosto, que visa regulamentar o acesso à informações públicas, como determina a Lei Federal de Acesso à Informação (nº 12.527, de 18 de novembro de 2011), que já entrou em vigor há quase dois meses. Esse projeto deverá englobar a instituição de um decreto, que será destinado a criação do Núcleo de Gerenciamento do Acesso à Informação Pública, visando dar o atendimento necessário às determinações da nova legislação em vigor. A Câmara de Sorocaba também está no processo de reformulação do sistema que divulga as informações determinadas pela lei, e para isso criou uma comissão, que deverá elaborar uma proposta de regulamentação sobre essa medida do governo federal, no âmbito do Legislativo Municipal.

Desde o final de maio, a lei 12.527/11 garantiu que todo o cidadão comum que quisesse ter informações sobre registro de despesas, processos licitatórios, repasses de recursos ou mesmo acompanhamento de obras e projetos de órgãos públicos e governos poderia ter acesso direto a esses dados. A nova lei incluiu todos os órgãos vinculados à União, Estado e municípios, dos poderes Legislativo, Judiciário e também as autarquias e fundações públicas, com a proposta de dar mais transparência nas administrações públicas e facilitar o acesso à população.

Entre as determinações da nova legislação, a que mais causou e ainda vem causando polêmicas é a respeito da divulgação dos ganhos dos servidores, sejam eles municipais, estaduais ou federais. Atualmente, no site da Prefeitura de Sorocaba é disponibilizado um link – que existe desde maio de 2010 -, onde constam informações determinadas pela Lei de Acesso à Informação. É possível ver os nomes das pessoas que ocupam os respectivos cargos existentes no âmbito Executivo, porém para poder ter acesso à sua remuneração, o munícipe precisa abrir uma segunda tabela, onde estão os valores de salários-base de cada cargo, referentes a abril de 2011, não representando o ganho real de cada servidor – já que ele pode ter recebido bonificações por tempo de trabalho, por exemplo, o que aumentaria o seu salário. O mesmo acontece no site da Câmara, até o momento.

Em âmbito federal, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão publicou, em maio, a Portaria nº 133, no Diário Oficial da União, obrigando a esfera executiva federal a divulgar a remuneração e subsídio recebidos por ocupante de cargo, incluindo o posto, graduação, função e emprego público, além de constar os auxílios, ajudas de custo, jetons – pagamento que se faz a parlamentares, nos níveis municipal, estadual e federal por sessões extraordinárias – e quaisquer outras vantagens pecuniárias, bem como proventos de aposentadoria e pensões daqueles que estiverem na ativa. Todas essas informações podem ser obtidas na Internet, pelo Portal da Transparência (www.portaldatransparencia.gov.br).

Cautela

De acordo com a Secretaria de Negócios Jurídicos (SEJ), a Prefeitura de Sorocaba pretende atender às determinações da Lei Federal “na íntegra”, garantindo amplo acesso à informação, com as ressalvas da própria lei, como nas hipóteses de sigilo fiscal, bancário, de operações e serviços no mercado de capitais, comercial, profissional, industrial e segredo de justiça. Para isso, será criado o Núcleo de Gerenciamento do Acesso à Informação Pública, que terá a incumbência de orientar procedimentos e analisar o conteúdo das informações solicitadas neste momento e será composto por membros de várias secretarias municipais, dentre elas a SEJ, Gestão de Pessoas (Segep), Finanças (SEF) e Administração (Sead).

Sobre a divulgação dos salários, a SEJ alega que não se trata de uma discussão pacífica, já algumas entidades sindicais que representam os servidores acreditam que, ao divulgar os nomes dos trabalhadores e seus respectivos salários, isso poderia colocá-los em risco. Portanto, a pasta declara que essa questão está sendo estudada com a “cautela necessária”, pois julga que os agentes públicos, caso divulguem essas informações, podem ficar sujeitos a cumprir alguma pena de responsabilidade.
Porém, na Lei de Acesso à Informação há uma lista de informações consideradas sigilosas, sendo que o salário real dos trabalhadores contratados não consta nesta lista. Até mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou que a divulgação destas informações não seriam prejudiciais aos ocupantes do cargo e desde maio divulga em seu site (www.stf.jus.br) os ganhos de seus servidores e ministros. Segundo julgaram os ministros do STF, a disposição desses dados para acesso público faria com que houvesse uma maior transparência dos gastos públicos, perante à população.

Câmara

A Câmara informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que uma comissão foi criada para elaborar uma proposta de regulamentação da Lei de Acesso à Informação, no âmbito do Legislativo Municipal. Com isso, uma das determinações dessa comissão é reformular o sistema de divulgação dos salários dos servidores. A assessoria destaca que o novo sistema estará disponível até o final deste mês, já que a Comissão possui 30 dias para concluir seus trabalhos, contando a partir de 1º de junho de 2012, quando foi publicada a portaria que a instituiu.

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A necessidade de uma política cultural para Sorocaba (SP)

Neste 12 de março, data em que se comemora o Dia do Bibliotecário, a palavra de ordem deve ser planejar. Sabe-se que planejamento exige esforço e tempo. Esforço para manter o que até aqui foi reunido pelas bibliotecas públicas e privadas de Sorocaba a fim de preservar sua história. Tempo para, por meio de tentativas e erros, executar ações que promovam o acesso a essa história.

Com pesar, Sorocaba teve parte de seu patrimônio museológico furtado recentemente. Tornou-se uma cidade parcialmente desmemoriada. Diante do ocorrido, restou catalogar os materiais restantes e proceder ao cuidado necessário para sua preservação. É um começo tardio, mas necessário e que há muito devia ter sido iniciado. Porém, e quanto os demais materiais da cultura sorocabana? Que tratamento tem recebido? A quantas andam nossas bibliotecas? E nossos arquivos? Vão mal como os museus?

O que preocupa nesta história, além do descaso do Poder Público com a cultura e memória sorocabanas, são as discussões em torno do destino dos materiais restantes. Cogitou-se enviá-los para uma das bibliotecas públicas de Sorocaba, que poderia “servir” como “depósito do museu”. Não poderia e nem pode. Biblioteca é biblioteca. Museu é museu. E nenhuma dessas instituições servem de depósito. Se assim são tratadas pelo Poder Público, é porque este carece de uma política consistente para a cultura sorocabana.

Por isso, a retomada da discussão em torno da cultura local deveria ser realizada pelo Poder Público em conjunto com a sociedade por meio de discussões, fóruns e outras formas de participação. Sugere-se, ainda, a criação de uma Fundação Pró-Memória, responsável pela gestão do patrimônio cultural, artístico e arquitetônico da cidade, a exemplo do que ocorre em São Carlos (SP) e Indaiatuba (SP).

É por meio dessas e outras ações, previamente planejadas, que Sorocaba poderá instituir uma política digna para sua cultura, lembrando que para isso será necessário o esforço conjunto da sociedade com o Poder Público e que só o tempo dirá quais serão os resultados alcançados.

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