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Estudo de usuários na web: conheça duas técnicas que o curso de Biblioteconomia não ensina

Se você é o responsável pelo gerenciamento das redes sociais da biblioteca, provavelmente já deve ter visto gráficos e números fornecidas pelas próprias redes. Eles variam desde a quantidade de compartilhamentos, curtidas, informações demográficas e outras. É preciso ir além desses dados e entender como eles podem ser aplicados na prática para conhecer o público das redes sociais da biblioteca. Como nem tudo se aprende no curso de Biblioteconomia (a prática é outra faculdade!), aqui ensino duas técnicas de identificação do público no Facebook e no Twitter. Vamos lá? Continuar lendo

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Bibliotecas que twittam

3 de outubro de 2010| 15h30| Tweet este Post
Por Agências

Tweets, SMS e aplicativos para celular são as armas das bibliotecas norte-americanas para cativar pessoas que torcem o nariz para fichas de papel. E parece que a tática está funcionando. Desde que começaram a se moldar à geração iPod, essas instituições, em geral associadas ao silêncio, já viram milhares de pessoas baixarem músicas gratuitamente de seus sites. Isso sem falar nas longas filas que se formam para emprestar e-readers. Assim, aos poucos, as bibliotecas se afastam da lista de coisas que podem ser eliminadas pelos desdobramentos da internet.

“As pessoas têm uma imagem antiquada de bibiliotecas, de um lugar que não tem nada além de livros e microfichas”, diz Hiller Goodspeed, designer de 22 anos que mora em Orlando, na Flórida, e usa o aplicativo da biblioteca de Orange County para descobrir filmes estrangeiros. Dados do Instituto de Serviços de Museus e Bibliotecas dos EUA mostram que as visitas e a circulação em bibliotecas cresceu 20% entre 1998 e 2008.

De lá para cá, segundo especialistas, a tecnologia continuou a estimular o aumento da frequencia, da circulação e do uso desses espaços. “A tecnologia também está trazendo de volta à biblioteca pessoas que em algum momento deixaram de achar que esse lugar era relevante para elas”, diz Chris Tonjes, diretor de tecnologia da informação da biblioteca pública de Washington.

Bibliotecas públicas têm fornecido acesso gratuito à internet e emprestado filmes e músicas já há anos. Nos EUA, elas têm adotado rapidamente as novas mídias desde o surgimento do VHS e do vinil. Agora, a esfera digital está se expandindo: 82% das mais de 16 mil bibliotecas públicas norte-americanas têm Wi-Fi – quatro anos atrás, apenas 37% ofereciam acesso gratuito à internet sem fio, segundo a Associação Americana de Bibliotecas.

Desde a crise econômica, que afetou o país no fim de 2007, as pessoas passaram a procurar cada vez mais as bibliotecas para acessar a internet e testar novos equipamentos digitais.

Em Princeton, New Jersey, 44 pessoas estão na fila para emprestar Kindles. Roya Karimian, 32, lê as primeiras páginas de um livro no leitor da Amazon, depois de dois meses de espera. “Eu já li esse livro, mas queria saber como é a experiência de uso do Kindle”, afirma.

Aplicativo. Um crescente número de bibliotecas está criando aplicativos ou versões de seus sites para smartphones, diz Jason Griffey, autor do livro Mobile Technology and Libraries (Tecnologia Móvel e Bibliotecas). Ninguém aponta o número exato, mas uma pesquisa entre os aplicativos da App Store da Apple mostra opções de mais de uma dúzia de instituições do tipo.

A biblioteca pública de Grandview Heights, em Columbus, Ohio, gastou US$ 4.500 (um terço do que já investiu comprando CDs) para permitir que seus usuários baixem todo seu acervo de músicas por meio de um serviço chamado Freegal.

Redes sociais para leitores também estão pipocando. Jennifer Reeder, 35 anos, monitora seu ritmo de leitura por meio do Goodreads.com: neste ano, até agora, foram 12.431 páginas, a maior parte delas de livros emprestados em bibliotecas. “Quando eu era criança, as bibliotecas eram apenas um lugar para ir fazer a lição de casa”, diz. Agora, ela empresta audiolivros direto no iPod de seus filhos e alimenta sua lista de músicas no iTunes fazendo downloads gratuitos em sites de bibliotecas.

Estrutura. Até a sobriedade arquitetônica dos prédios tijolinhos está mudando. Frequentados por jovens plugados a fones de ouvido, as áreas de estudo ganham ares de café, enquanto os frequentadores em busca de silêncio acabam relegados a alguns poucos cantos menos movimentados. As estações de empréstimo lembram caixas de supermercado, com livros e DVDs sendo passados pelos leitores de códigos de barra no lugar das compras da família. As bibliotecas estão desenhando novas alas que focam o uso híbrido de tecnologias, dedicando cada vez mais espaço a laboratórios de computação e salas de reunião.

A biblioteca central de Seattle tem cerca de 400 computadores públicos, alguns deles instalados em plena cafeteria. No prédio antigo, eram apenas 75 computadores disponíveis. O novo prédio foi inaugurado em 2008 e está mais próximo do museu Guggenheim Bilbao, de Frank Gehry, do que dos imponentes prédios de tijolos que costumam ser associado a bibliotecas.

“A função tradicional da biblioteca, de ser um lugar a que as pessoas vão em busca de informação e aprendizado ou para se perder entre livros, continua”, afirma Tonjes, da biblioteca pública de Washington. “Só que agora isso não está mais limitado ao espaço físico da instituição”.

JEANNIE NUSS (ASSOCIATED PRESS)

Disponível em: http://blogs.estadao.com.br/link/bibliotecas-que-twittam/

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Direitos Autorais: Google News no Twitter reabre polêmica com jornais

JORNAL DO COMMERCIO, 29.04.09 – p. B8 Tecnologia

DA REDAÇÃO

O Google News, site de notícias do gigante da internet Google, anunciou que agora também divulgará informações por meio do site de microblogs Twitter. O novo googlenews Twitter atualizará as notícias e a partir dele será possível acompanhar diretamente os sites dos meios de comunicação envolvidos. O Google News é o mais recente serviço de notícias a começar a usar o Twitter.

Ao mesmo tempo, donos de jornais americanos estão fartos de ver sua renda com publicidade e assinaturas despencar, enquanto seus leitores vão a sites na internet que divulgam as notícias gratuitamente, e alimentando-se do conteúdo produzido por suas redações.

“Estamos furiosos e não vamos mais suportar isto”, disse Dean Singleton, presidente da Associated Press, uma cooperativa de mais de 1.400 jornais americanos. “Não podemos continuar assistindo outros roubarem nosso trabalho amparados em teorias legais equivocadas”, afirmou.

O apelo de Singleton acontece pouco depois do presidente da News Corp., Rupert Murdoch, lançar um ataque contra o gigante da internet Google, cujo portal da internet Google News é um dos mais populares sites de notícias da internet. “Devemos permitir que o Google roube todos os nossos direitos autorais?”, perguntou Murdoch, dono de jornais na Austrália, Reino Unidos e Estados Unidos, incluindo o The Wall Street Journal e o The New York Post. “Obrigado, mas não, obrigado”, ironizou.

Robert Thomson, editor chefe do The Wall Street Journal, usou palavras ainda mais duras para descrever a situação. “Não há dúvida de que alguns sites seriam melhor descritos como parasitas ou lombrigas solitárias tecnológicas nos intestinos da internet”, atacou, em uma entrevista ao jornal The Australian. “É claro que os leitores foram induzidos – de forma errada, na minha opinião – a acreditar que a maior parte do conteúdo deveria ser gratuito”, indicou Thomson. “Mas não há dúvida de que isso interessa a sites como o Google, que se beneficiam desta percepção equivocada”.

Dois jornais, o Rocky Mountain News de Denver, Colorado, e o Seattle Post-Intelligencer, fecharam suas portas nas últimas semanas, enquanto vários grandes grupos de imprensa já quebraram, como o Tribune Co., editor do Chicago Tribune, do Los Angeles Times e de outros tradicionais diários. Segundo a NAA, 2008 foi o pior ano da história dos jornais americanos, com uma queda de 17,7% da renda publicitária impressa e de 1,8% da renda publicitária online.

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Wiki adolescentes

Os estudantes ingleses do ensino básico terão agora que estudar, por determinação legal,  em votação no Parliament  técnicas colaborativas digitais como o Twitter, os blogs e outros instrumentos wiki como parte do conteúdo a ser ministrado obrigatoriamente em suas escolas preliminares.
 
O novo currículo marcara’ a maior mudança colocada no ensino básico do Reino Unido em décadas. Os professores terão mais liberdade de decisão e  poderão escolher em conjunto com seus alunos os aspectos específicos do conhecimento histórico e científico, dentro de cada período. 

O novo programa que foi analisado  pelo bloThe Guardian indica uma orientação detalhada de cada um dos núcleos chamados  “áreas de aprendizagem” que devem substituir as 13 áreas anteriormente existentes.
  
Algumas áreas do programa de estudo básico determina,  para aprendizado em todas as escolas, que alguns pontos são primordiais:
 
• Os alunos não sairão da escola preliminar se não tiverem completo conhecimento do funcionamento operacional do instrumental de Blogging, os Podcasts, a Wikipedia e o Twitter com a intenção de usa-los  como fonte da informação, elemento social colaborativo e como modo de uma comunicação pessoal e profissional.

  • Os alunos devem saber colocar  eventos históricos dentro de uma cronologia. Cada um aprenderá dois períodos chaves da história britânica, mas será a escola que decidira’ quais períodos
 
.  • Será imprescindível  conhecer profundamente as condições e políticas sociais  vigentes e sua relação com a família e  e amigos. 
 
As outras áreas do núcleo são: inglês compreensivo, comunicação e línguas,  matemática, compreensão científica e tecnológica, compreensão social e ambiental do ser humano, saúde e bem estar social e individual e artes.
 
 
Fonte: The Guardian, UK, Quarta feira 25 Março 2009

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