Arquivo da tag: usuário

Os 10 mitos da informação (7)

7. It is always possible to make information available or accessible. Formal information systems are limited in what they can accomplish, at least where the vague, ambiguous, and constantly changing needs of the public concerned. People will continue to come up with their own unique, unpredictable questions without resorting to formal systems.

É interessante pensar nesse mito, haja vista que diante da quantidade absurda de informação que hoje está disponível, muito pouca pode ser acessada ou estar disponível para grupos muito extensos de usuários. Isso cabe desde informações que só podem ser encontradas na Deep Web até o segredo da fórmula da Coca-Cola. Tais situações envolvem confidencialidade, acesso restrito e outras expressões criadas para que apenas um seleto grupo tenha acesso a determinados tipos de informações.

O texto foi muito feliz em frisar que os sistemas de informação são limitados naquilo que podem fazer, pois como qualquer máquina, são criados para atender a necessidades específicas de grupos de usuários, e (ainda?) não possuem inteligência suficiente para trabalhar com questões vagas, ambiguidade e mudanças constantes das necessidades dos usuários.

Enquanto isso, as pessoas continuarão a apresentar questões únicas e imprevisíveis para esses sistemas, o que as levará a continuamente a reformulá-las a fim de que encontrem a resposta desejada. E é justamente esse o desafio que hoje se impõe aos usuários de sistemas de informações: explorá-los ao máximo para conseguir a resposta que procuram.

2 Comentários

Arquivado em Reflexões

Vergonha bibliotecária

Nós todos temos algo de que se envergonhar, e os bibliotecários não são diferentes. Atrás dessa figura estereotipada que faz cumprir seus rigorosos padrões de comportamento aos usuários como falar em voz baixa, não beber café entre as estantes e devolver os livros na data correta, há profissionais que vivem fora da sua própria lei. É hora de saber a verdade.

O pessoal da Parker Memorial Township do município de Dracut (Massachusetts ) decidiu acabar com o mito sobre o comportamento exemplar e o refinado gosto literário do bibliotecário. Através do blog Librarian Shaming os bibliotecários confessam de forma anônima seus momentos mais embaraçosos e vergonhosos à frente de suas bibliotecas.

Abaixo algumas confissões:

“Baixo da internet a maioria dos livros que leio.”

Library Shaming

“Prefiro usar a Wikipédia antes de enfrentar as bases de dados da biblioteca.”

Library Shaming

“Nunca devolvo meus livros a tempo.”

Library Shaming

“Me pediu para manter silêncio… um usuário.”

Library Shaming

“Às vezes digo que li o livro… mas apenas vi o filme.”

Library Shaming

A iniciativa, que foi replicada em vários meios, causou sensação no último mês e muitos bibliotecários e usuários decidiram mostrar seus comportamentos mais vergonhosos na biblioteca enviando suas mensagens ao blog da Biblioteca de Dracut e pelo Twitter mediante a hashtag #librarianshaming. Aprender a rir de nós mesmo é um exercício saudável para a profissão.

E você, chama atenção de seus usuários enquanto fala no celular? Toma café enquanto cataloga um material bibliográfico? Já recomendou para seus usuários 50 Tons de Cinza? Espero suas confissões anônimas nos comentários deste post.

Fonte: Biblogtecarios (Tradução livre)

Disponível em: <http://mauricio.amormino.com.br/2013/11/04/vergonha-bibliotecaria/>. Acesso em: 4 nov. 2013.

2 Comentários

Arquivado em Notícias

Você sabia?

As bibliotecas têm (pelo menos deveriam ter…) uma seção chamada “referência”. O nome deve-se ao fato dos profissionais dessa seção fornecerem a referência da informação procurada, e não a informação propriamente dita (por exemplo, um livro, um CD, um mapa etc.). Infelizmente, a imagem que se tem do bibliotecário de referência é a de uma pessoa isolada, tímida e introvertida que detesta ser incomodada. O cenário atual é outro, embora seja comum esse serviço nem sempre ser prestado da melhor forma e, quando muito, satisfaça a necessidade informacional do usuário.

Um exemplo prático: após várias tentativas de procurar um livro, geralmente os usuários desistem de procurá-los. E como o serviço de referência é pouco conhecido dos mesmos, exceto pelos seus assíduos freqüentadores, muitos não procuraram o bibliotecário e ficam frustados. A desistência pode ser atribuída à imagem acima mencionada (e construída tanto por bibliotecários como por usuários) ou por experiências negativas passadas. Outro motivo: o acervo nem sempre é familiar ao usuário (que dirá os números de chamada!) e é sempre desanimador não encontrar o que se procura.

Uma possível solução é o treinamento de usuários para familiarizarem-se com o acervo, o qual não isenta o bibliotecário de referência da prestação de seu serviço. Antes, reforça a imagem negativa acerca desse profissional, que permanece distante do usuário, além de contribuir para a “obscuridade” da sua função na biblioteca. Atualmente, esse profissional é uma verdadeira fonte de informação e deve sempre ser consultado.

Deixe um comentário

Arquivado em Você sabia?

Minha citação

Um povo sem livros é como um míope sem óculos.

Um esforço conjunto dos CRBs (Conselhos Regionais de Biblioteconomia), ao lado do CFB (Conselho Federal de Biblioteconomia) e do MEC é necessário para que seja implementada uma política do livro no Brasil. Mas pensar na política não é suficiente: pensar no usuário é mais importante, pois ele será atingido por essa política.

Assim, deve-se estabelecer o perfil dos usuários que se pretende atingir. Crianças da rede pública de ensino? Usuários das bibliotecas públicas? Estudantes? Pesquisadores?

Espera-se que essa idéia seja um princípio de algo que possa contribuir para a difusão da leitura. Afinal, a leitura é necessária para estimular o gosto pelo conhecimento, que é infinito e só pode morrer se o leitor deixar. O livro não deve ser uma muleta, mas um instrumento que permita ao leitor enxergar o mundo que o envolve com outros olhos, tal como o óculos para o míope.

Deixe um comentário

Arquivado em Citações